Como consultar precatório e RPV no TRF1 pelo CPF: o passo a passo, tela por tela

Atualizado em 23 de setembro de 2026

Resumo rápido

Para consultar precatório pelo CPF no TRF1, entre no portal do tribunal, abra Processual › Consulta Processual › Consulta a processos em outros sistemas e escolha CPF/CNPJ da parte no menu da esquerda. A consulta é pública e não pede cadastro. Marque a caixa “Mostrar os baixados” antes de pesquisar, abra cada nome que aparecer e procure a linha que começa com (PRC), que é o precatório.

  • Por que importa: o portal põe o PJe em primeiro plano, mas a requisição de pagamento fica em outro sistema. No nosso teste de 23/09/2026, a consulta pública do PJe não devolveu o precatório.
  • Como funciona: o mesmo caminho serve para precatório e para RPV. A aba “Movimentação” do processo mostra as datas e o banco do depósito.
  • Fique atento: o número do próprio precatório não abre a consulta. O TRF1 recusa a busca e manda usar CPF, nome, OAB ou o número do processo de origem.
  • Em números: a lista que o TRF1 enviou para o orçamento federal de 2027, contada em 23/09/2026, tem 23.004 precatórios alimentares e 922 comuns.

Abaixo estão os sete passos do caminho, com a tela de cada um e o que ela mostra. Se a sua dúvida é o que significa cada linha do andamento, veja como saber se a RPV está liberada. Se é quando o tribunal paga, veja quando serão pagos os precatórios do TRF1.

Sumário

De quais estados o TRF1 cuida?

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, julga as causas federais de 12 estados e do Distrito Federal: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. São as 13 seções judiciárias que aparecem na barra do alto do portal, de SJAC a SJTO.

Minas Gerais saiu do TRF1 com a instalação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em 2022. Parte do acervo mineiro continua no sistema do TRF1, e por isso o seletor de órgão da consulta ainda mostra “JFMG”. Se o seu crédito é de Minas, o caminho completo está no texto sobre consulta de RPV e precatório no TRF6.

Precatório federal é a ordem de pagamento que o juiz da causa envia ao tribunal quando a União, uma autarquia (como o INSS) ou uma fundação federal perde um processo e a condenação passa do teto da RPV. A Requisição de Pequeno Valor (RPV) é a mesma ordem para valores até 60 salários mínimos (Lei 10.259/2001, art. 17, § 1º, c/c art. 3º), o que dá R$ 97.260,00 com o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621,00 (Decreto 12.797/2025). Os dois se consultam na mesma tela.

O que preciso ter em mãos para consultar?

O CPF do beneficiário basta para começar, digitado só com os números. Os outros dados servem de plano B quando a busca por CPF não devolve nada, ou quando quem consulta não tem o CPF do titular. O número do precatório não está entre eles, porque o sistema recusa a busca por ele:

  • CPF ou CNPJ do beneficiário, só com números: 11 dígitos no CPF, 14 no CNPJ.
  • Número do processo de origem, aquele em que você ganhou a ação, com 20 dígitos na numeração única (por exemplo, 0007265-88.2010.4.01.3702).
  • Nome completo, exatamente como está no processo.
  • Nome ou número da OAB do seu advogado.

O número do precatório termina em 4.01.9198, e a seção sobre ele, mais abaixo, explica o que fazer com ele. Se você não sabe qual é o seu, veja como saber o número do precatório.

Como consultar precatório pelo CPF no TRF1, passo a passo

A consulta de precatório pelo CPF no TRF1 tem sete passos, e o caminho é o que o próprio tribunal publicou em 16/09/2025 (TRF1, “Saiba como realizar a consulta de RPVs e Precatórios no portal do TRF1”). As telas abaixo foram capturadas em 23/09/2026. No exemplo usamos o CNPJ de um ente público, o Município de Caxias (MA), que tem precatórios no TRF1, para não expor dado de ninguém.

Passo 1: abra o menu “Processual”

Acesse www.trf1.jus.br e pare o mouse sobre Processual, o segundo item do menu horizontal. A lista que se abre tem Consulta Processual no topo e RPV e Precatórios no fim. Os dois levam à mesma consulta; siga por Consulta Processual.

Menu Processual aberto no portal do TRF1

Se aparecer o aviso de cookies no rodapé, você pode escolher “Continue sem consentimento”. A consulta funciona do mesmo jeito.

Passo 2: vá em “Consulta a processos em outros sistemas”

A página Consulta Processual tem três blocos. Os dois de cima são do PJe, o processo eletrônico: “PJe – Consulta (usuários em geral)” e “PJe – Acesso (certificação digital)”. O de baixo se chama Outros Sistemas e tem um botão só: Consulta a processos em outros sistemas. É esse.

Botão Outros Sistemas na Consulta Processual do TRF1

O botão abre uma aba nova, já na busca por número do processo. Não é ali que você vai digitar.

Passo 3: escolha “CPF/CNPJ da parte” e marque “Mostrar os baixados”

No menu da esquerda, “Opções de pesquisa”, clique em CPF/CNPJ da parte. Digite o CPF só com os números e, antes de pesquisar, marque a caixa “Mostrar os baixados”. Ela vem desmarcada, e o rótulo indica que, sem a marca, os processos baixados (encerrados no sistema) não são mostrados.

Busca por CPF no TRF1 com baixados marcados

A caixa amarela no pé da tela é do tribunal: “a consulta por CPF/CNPJ da parte não retorna o número de processos sigilosos/segredo de justiça ou processos públicos cujas partes estejam assinaladas como sigilosas”. Se o seu processo é sigiloso, ele não vai aparecer por aqui.

Passo 4: confira o órgão da busca

Acima do título “Consulta Processual”, à direita, a tela mostra “Tribunal Regional Federal da 1ª Região / Alterar”. Esse é o órgão em que a busca vai procurar. Para precatório e RPV, deixe como está: a requisição é cadastrada no tribunal, em Brasília, e aparece com esse órgão.

Seletor de órgão da consulta processual do TRF1

O link “Alterar” abre o seletor “Órgão”, com cada seção judiciária (JFAC, JFBA, JFMA…) e as subseções do interior. Ele serve para achar a ação de origem, que corre na vara do seu estado. Nos testes que fizemos, os precatórios e as RPVs apareceram todos com o órgão padrão, o tribunal. Crédito de Minas Gerais tem caminho próprio, descrito no texto do TRF6.

Passo 5: clique no nome, e em cada nome

Feita a busca, a tela “Partes encontradas” lista cada nome ligado ao CPF, com um número ao lado. No exemplo, o mesmo CNPJ aparece duas vezes: “MUNICIPIO DE CAXIAS”, com 2, e “MUNICIPIO DE CAXIAS – MA”, com 4. Esse número não é o total: com “Mostrar os baixados” marcada, a linha do 4 abriu uma lista de 26 processos.

Mesmo CNPJ com duas grafias no TRF1

Isso acontece porque cada processo cadastra o nome da parte do seu jeito, com ou sem acento, abreviado, com a sigla do estado. Abra todas as linhas: quem clica só na primeira pode deixar o precatório de fora.

Passo 6: ache a linha “(PRC)” ou “(RPV)”

Ao clicar no nome, abre-se a lista de processos. Cada um vem com a classe entre parênteses antes do número: (Ap) é apelação, (AI) é agravo, (AR) é ação rescisória. O precatório é (PRC) e a requisição de pequeno valor é (RPV), as duas com número terminado em 4.01.9198. A coluna da direita, “Processo Originário”, mostra de qual ação cada uma nasceu.

Lista de processos do TRF1 com linhas PRC

No exemplo, as quatro linhas (PRC) do Município de Caxias, de 2018 a 2024, estão no fim da lista de 26 processos, depois das apelações e dos agravos. Clique no número para abrir a ficha.

Passo 7: abra a ficha do precatório

Para mostrar um precatório que já foi pago, usamos daqui em diante outro ente público com precatório federal no TRF1, o Município de Codó (MA), que aparece como parte no (PRC)0348255-35.2019.4.01.9198. A ficha do precatório tem nove abas: Processo, Distribuição, Partes, Movimentação, Incidentes, Petições, Documentos, Inteiro Teor e Acessos.

Ficha do precatório no TRF1 e suas abas

A primeira aba mostra o grupo (“PRECAT – Precatório”), o assunto, a data de autuação, o relator (“Desembargador Federal Presidente”) e o processo originário. Valor não aparece nessa tela.

Como ler a aba “Movimentação”

A aba que responde “já foi pago?” é a Movimentação, como orienta o próprio TRF1. Ela lista cada evento do precatório com data e descrição, do mais novo para o mais antigo.

Movimentação de precatório pago no TRF1

Lida de baixo para cima, a movimentação conta a vida inteira desse precatório. Em 17/09/2019 ele foi “autuado como precatório não alimentar”, isto é, cadastrado no tribunal. Em 13/07/2020, a “proposta orçamentária” foi “enviada ao CJF (…) para inclusão no Orçamento Geral da União do exercício de 2021”. Em 01/07/2021 veio o “valor depositado na Caixa Econômica Federal”, e em 14/08/2023 o ofício “informando saque(s) do(s) valor(es) depositado(s)”. As linhas que você procura são as de valor depositado: elas dizem em que banco o dinheiro está.

O depósito vai para uma conta aberta em nome do beneficiário na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil (Res. CJF 983/2026, arts. 44 e 49), e o saque, em regra, dispensa alvará: a agência tem até 48 horas para pagar a partir da apresentação dos documentos (art. 49, § 1º). O alvará, ou meio equivalente, volta a ser exigido quando o juiz o determina, quando há contribuição a recolher e quando a requisição foi expedida por vara estadual em competência delegada (art. 49, §§ 3º a 5º). O que fazer no banco está em como sacar o precatório.

Por que o número do precatório não funciona na busca?

Porque o sistema não aceita. Se você digita o número do precatório na opção “Número do Processo”, a resposta é esta: “Para pesquisar Precatório ou RPV utilize uma das seguintes opções: nome ou CPF da parte, nome ou OAB do advogado, número do processo originário ou de execução.” Testamos em 23/09/2026 com o número do precatório do exemplo acima.

TRF1 recusa busca pelo número do precatório

Um detalhe complica mais: nas listas publicadas pelo TRF1, o número aparece sem pontos, sem traço e sem os zeros do começo, com menos de 20 dígitos. Digitado assim, a resposta é outra, “Processo não foi encontrado.”, o que leva a pensar que o precatório não existe. O caminho é o que a própria mensagem indica. Nos nossos testes, os precatórios do exemplo apareceram na busca pelo CNPJ, pelo nome da parte e pelo processo originário; o tribunal cita também a OAB do advogado.

O precatório e a RPV estão no PJe?

Pelo passo a passo do próprio tribunal, não. A ação que deu origem ao crédito pode ter corrido no PJe, mas a requisição de pagamento se consulta em “Outros Sistemas”, como diz a orientação oficial de 16/09/2025. Pesquisamos o mesmo precatório na consulta pública do PJe de 2º grau do TRF1 e não houve resultado; na Consulta Processual de outros sistemas, ele estava lá, com a classe (PRC).

Se você acompanha o processo pelo PJe e ele parou de andar depois da sentença, procure no andamento do processo de origem a expedição do ofício requisitório. A partir dali, a consulta é a deste texto.

Dá para consultar sem o CPF?

Dá. O menu “Opções de pesquisa” tem oito caminhos, e para precatório e RPV seis funcionam: além do CPF ou CNPJ, o nome da parte, o nome ou a OAB do advogado, o número do processo originário e o da execução. A tabela mostra como a tela pede cada um e qual deles o sistema recusa:

OpçãoComo preencherServe para precatório e RPV?
CPF/CNPJ da parte“O CPF ou CNPJ devem ser fornecidos com 11 e 14 dígitos respectivamente”sim, é o caminho principal
Nome da Partecom ou sem acento, maiúsculas ou minúsculas; o início ou o nome completo. “A pesquisa não é fonética, assim LOURDES e LURDES são pessoas diferentes”sim
Nome do Advogado / Código OAB do Advogadoo nome, ou o número de inscrição na OABsim, se você sabe quem conduziu a causa
Número do Processo Originário“Selecione o Estado do Processo Originário clicando na lista” e digite o número “sem qualquer formatação”sim, e é o melhor plano B
Número do Processo de Execuçãoescolha o estado e digite o número da execuçãosim
Número do Processo10 dígitos antes de 1997, 15 entre 1997 e 2009, 20 a partir de janeiro de 2010não: recusa o número do precatório
Protocolo SEDEXo código do protocolo postalnão se aplica

A busca pelo processo originário

A busca pelo processo originário é a que mais mostra de uma vez. Com o número da ação em que o Município de Codó é parte, 0017548-79.2010.4.01.3700, estado Maranhão, a tela “Processos encontrados” devolveu seis linhas: a apelação, dois agravos, dois precatórios (PRC) e uma RPV (RPV), todos nascidos da mesma ação.

Busca por processo originário no TRF1

Essa busca não passa pelo cadastro do nome da parte, então não sofre com as grafias diferentes do passo 5. A busca por nome tem a mesma limitação da busca por CPF: não mostra processo sigiloso. E quem tem nome comum recebe uma lista longa, o que torna o CPF mais rápido.

A lista do orçamento de 2027: meu precatório está nela?

Dá para saber sem CPF. A lista dos precatórios federais que o TRF1 enviou para o orçamento de 2027 fica na página RPV e Precatórios, no bloco “Precatórios Federais”, com o nome “Proposta de 2027”. Abra a listagem no navegador, use a busca da página (Ctrl+F) e digite o número do precatório sem os zeros iniciais, sem pontos e sem traço.

Todo ano o TRF1 publica a lista dos precatórios que enviou ao Conselho da Justiça Federal para entrar no orçamento da União do ano seguinte. O tribunal apresenta a lista com base no art. 12 da Resolução CNJ 303/2019, cujo § 2º manda divulgar a ordem dos precatórios com a natureza, o número e o valor de cada um.

A listagem para o orçamento de 2027, que contamos em 23/09/2026, tem 23.004 precatórios alimentares, somando R$ 5,87 bilhões, e 922 comuns, somando R$ 7,12 bilhões. A lista separa os alimentares dos comuns, e nos alimentares a coluna “Preferência legal” indica idoso, doença grave ou pessoa com deficiência.

O número vai sem zeros, pontos e traço porque é assim que ele está gravado ali. A lista traz número, valor e preferência, sem nome do beneficiário, que a mesma resolução proíbe divulgar (art. 12, § 3º).

O que estar na lista quer dizer

Estar na lista quer dizer que o precatório foi mandado para o orçamento de 2027. A data do depósito é outra informação, e ela aparece na aba Movimentação quando o tribunal libera o valor. O que a lei e o orçamento dizem sobre o calendário está no texto sobre o pagamento dos precatórios do TRF1. RPV não entra nessa lista: pela Lei 10.259/2001 (art. 17), ela é paga em até 60 dias contados da entrega da requisição, sem esperar a inclusão no orçamento do ano seguinte.

Consultei e não encontrei. O que pode ser?

Na consulta do TRF1, resultado vazio não prova que o crédito não existe. Estas são seis causas possíveis: as duas primeiras estão na busca e se corrigem na hora; as outras dependem do sigilo do processo, do número usado, do momento da requisição ou do tribunal em que o crédito corre.

  1. A caixa “Mostrar os baixados” ficou desmarcada. Sem ela, a busca não mostra os processos baixados.
  2. Você abriu só um dos nomes. O mesmo CPF pode aparecer com duas ou três grafias na tela “Partes encontradas”.
  3. O processo é sigiloso. A tela avisa que processos em segredo de justiça, e partes marcadas como sigilosas, não aparecem na busca por CPF nem por nome. Nesse caso, peça a informação ao advogado da causa.
  4. Você usou o número do precatório. A busca por número é recusada para precatório e RPV. Use CPF ou o número do processo de origem.
  5. A requisição ainda não foi cadastrada. Há um intervalo entre o juiz expedir o ofício e o tribunal autuá-lo. Antes disso, a informação está no processo de origem.
  6. O processo é de outro tribunal. Se a ação contra o estado ou o município correu na Justiça Estadual, a requisição não passa pelo TRF1. E crédito de Minas pode estar no TRF6. Veja como consultar RPV pelo CPF em cada tribunal.

Pode ser também o sistema fora do ar. O link “Relatório de Indisponibilidade”, no alto do menu da esquerda, mostra se a consulta está parada. Tente de novo mais tarde.

Toda resposta da consulta termina com o mesmo aviso do tribunal: “Este serviço tem caráter meramente informativo, portanto, SEM cunho oficial.” A tela não mostra valor bloqueado por penhora ou decisão judicial. Para saque, bloqueio ou dúvida sobre o valor, quem responde é o seu advogado ou a vara em que o processo correu.

Se, depois de localizar o precatório, você quiser entender o que fazer com ele, nossa equipe pode analisar o caso e explicar os cenários. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto: as condições variam conforme o crédito, o ente devedor e o momento.

Perguntas frequentes

Onde vejo a ordem cronológica dos precatórios do TRF1?

Na listagem da proposta orçamentária, na página RPV e Precatórios. Cada precatório aparece numa linha com a coluna “ORDEM”, o número, o valor e a preferência legal, que é o que o art. 12, § 2º, da Resolução CNJ 303/2019 manda o tribunal divulgar. O item “Ordem Cronológica para Julgamento”, no menu Processual, trata da ordem em que os processos vão a julgamento; a ordem de pagamento está na listagem da proposta orçamentária.

Como consultar RPV do INSS no TRF1?

Pelo mesmo caminho do precatório. O INSS é autarquia federal, e a requisição contra ele passa pelo TRF1 também quando a ação correu na Justiça Estadual por competência delegada, em comarca sem vara federal (CF, art. 109, § 3º). Nesse caso, o saque é feito com alvará ou meio equivalente (Res. CJF 983/2026, art. 49, § 5º). A exceção são as ações de acidente do trabalho: são da Justiça Estadual por competência própria (CF, art. 109, I), e a requisição não vai ao TRF1: o acompanhamento é pelo processo, na Justiça Estadual.

O que é o e-PrecWeb do TRF1?

É um sistema do TRF1 ligado às requisições de pagamento, com acesso restrito. Ele aparece na página RPV e Precatórios, no bloco “Acesso aos sistemas”, junto com o SIREA, e abre numa tela de login, com usuário e senha. Quem não tem acesso cadastrado não entra. Para acompanhar o seu precatório, o caminho é a Consulta Processual, pelo CPF.

A consulta mostra quanto eu vou receber?

Não. A ficha do precatório na consulta pública não mostra valor, e a aba Movimentação registra o depósito e o banco, sem o montante. Também não aparece desconto de imposto de renda, contribuição previdenciária, honorários nem valor bloqueado por decisão judicial. O valor que você de fato saca se confere no banco e nos autos.

O advogado consegue consultar o precatório do cliente no TRF1?

Consegue, pela mesma Consulta a processos em outros sistemas. O menu de opções de pesquisa tem “Nome do Advogado” e “Código OAB do Advogado”, e o próprio tribunal cita “nome ou OAB do advogado” entre as buscas aceitas para precatório e RPV. Na lista de processos que aparecer, procure as classes (PRC) e (RPV).

Daniel Costa

Daniel Costa

Advogado formado pela UFMG (OAB/MG 181.442)
Pós graduado em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS
Mestre em Direito pela UFMG com ênfase em Regulação no Sistema Financeiro

Autor do livro Precatórios: negócios, mercado e regulação

Artigos: 181

180 comentários

    • Helen,

      O único precatório que tem no nome do Ismar foi pago em 2007 e retornou aos cofres públicos em 2017 por não ter sido feito o saque.

      Espero ter ajudado 🙂

  1. Como saber se tenho direito a esse precatório, nessa consulta fala sobre o processo mas não esclarece se tem realmente

    • Lindalva,

      Quando há apenas um processo, a consulta é feita na Justiça Federal do Estado onde o processo foi julgado. Já quando há um precatório a consulta é feita na seção do TRF1.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Patrícia,

      No TRF1 para consultar o precatório é necessário o nome ou o CPF. Não é mais possível fazer a consulta apenas com o número do precatório.

      Espero ter ajudado 🙂

  2. MEU PAI ERA SERVIDOR PUBLICO , ELE FALECEU EM JULHO DE 1982 E SO QUE QUANDO ELE FALECEU ELE JA ERA APOSENTADO MINHA MÃE FICOU RECEBENDO O PROVENTO , SO QUE TINHA UM DIREITO DELE PRA RECEBER EU ACHO QUE ESSE DIREITO E DO INSS QUE QUANDO ELE FALECEU ERA INAPS. SEGUNDO INFORMASÃO ESSE DIREITO QUE ELE DECHOU PRA RECEBER VIROU PRECATORIO SO QUE JA ESTA COM MAIS DE TRINTA ANOS E NUNCA FOI EFETUADO ESSE PAGAMENTO
    GOSTARIA DE SABE O PARADELO DESSE PRECATORIO, O NOME DO MEU PAI ERA JOÃO ANTONIO DE SOUSA SERVIDOR PUBLICO FEDERAL DO DENOCS.

    • Abílio,

      Neste caso é necessário procurar pelo CPF de seu pai no site do tribunal em que a causa foi julgada. A partir daí você ve se realmente houve um processo e se gerou precatório. Até porque, pelo prazo, o pagamento já deve ter sido feito a muito tempo.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Gabriela,

      Depende do processo na verdade. Quando há a migração é para que o processo seja analisado em uma instância superior após o recurso de uma das partes. Assim, ele deve ter uma decisão para que ele volte a vara original.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Talita,

      Para te ajudar eu preciso saber o número do processo. Apenas pelo tema não é possível fazer a consulta no site do TRF1.

      Fico no aguardo 🙂

  3. quero saber quando será pago o precatório de José Laercio gomes processo de origem n. 0064636-14.2015.8.13.0324. O Requerido é o INSS. O valor é inferior a 60 salários mínimos, mas a secretaria expediu como precatório, isto em 2020, Cabe pedido de conversão dirigido diretamente ao TRF1 ? Aguardo orientação.

    • Justina,

      Tem que entender o porque de ser precatório. Se for por exemplo o valor considerado incontroverso, que o INSS concorda em pagar, havendo ainda um valor em discussão, desde que o valor total ultrapasse os 60 salários mínimos, será expedido precatório. Sobre o pedido de conversão, o precatório foi expedido no TRF1 e o processo se iniciou no TJMG. A princípio isso deve ser feito no tribunal onde o processo de execução foi iniciado, que não ficou claro pra mim onde foi, apesar de parecer que foi o TRF1.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Antonio,

      O TRF1 não divulgou nenhum procedimento para facilitar o saque em tempos de pandemia. Assim, você deve ir presencialmente no banco para poder fazer a transferência para outra conta de sua titularidade.

      Espero ter ajudado 🙂

  4. por favor veja se tenho algum precatório para receber, pois tenho inúmeros processos no TRF1 e nao acompanhei o andamento dos mesmos…

  5. BOA TARDE,
    Preciso agendar uma consulta presencial, para buscar informações sobre um processo de Precatório. Já recebi aviso, via telegrama, porém preciso de maiores dados.
    Por favor me orientem que procedimento devo adotar.
    Meu nome é ALOISIO BASTOS SALES – CPF 048.541.603-49 e meu e-mail é aloisio.sales@gmail.com

    • Aloísio,

      Basta comparecer a vara em que o processo foi julgado. Em tempos de pandemia, provavelmente pedirão uma reserva, então você deve entrar em contato diretamente com eles.

      Espero ter ajudado 🙂

  6. Eu sou Denizar Rozeira dos Santos, e tenho um processo na Justiça Federal em Alagoinhas – Bahia, sob o numero do processo 000561-30.2015.4.01.3314 e CPF numero 013.387.815.53, e gostaria de saber como está o andamento e também quando será pago essa revisão de cauculo.
    Pode passar as informações para o email abaixo.

    • Denizar,

      Não encontrei o seu processo nem pelo cpf nem pelo número do processo no JFBA. Pode conferir os dados por favor?

      Espero ter ajudado 🙂

    • Denizar,

      No seu caso você deve ir a vara onde o seu processo foi julgado para obter as informações que necessita, a depender de como está a questão da pandemia em sua cidade.

      Espero ter ajudado 🙂

  7. Boa tarde minha aposentadoria especial saiu em julho de 2019,tenho direito a precatórias, porém quando consulto ,aparece que não tem nenhum registro encontrado, o que fazer?

    • Ayrton,

      Entre a liberação de sua aposentadoria e a expedição de precatórios tem um longo caminho. Por exemplo, é necessário a concordância dos valores entre o Inss e você/seu advogado. Apenas após isso que o precatório é expedido.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Ludmila,

      Geralmente está lista está no próprio TJ do estado em que o município se encontra. Se não tiver esta informação, você deve procurar a assessoria de precatórios do TJ.

      Espero ter ajudado 🙂

  8. Boa Tarde!
    Meu precatório foi devolvido para o Tesouro porque não foi levantado no prazo.
    O que posso fazer para receber o dinheiro?
    Obrigado!!

    • Marcelo,

      É necessário que se faça um novo pedido de expedição do ofício requisitório para que o precatório entre novamente na fila para o pagamento.

      Espero ter ajudado 🙂

  9. Bom dia.

    Hoje entrei em contato com o trf1 para obter informações sobre o precatório, e me informaram que está depositado desde 2018, porém está bloqueado. A titular do precatório já é falecida. Já houve inventário e transitou em julgado, Como proceder junto ao trf? Devo levar o formal de partilhas à segunda vara de Brasília? Que outros documentos preciso levar? Tenho pressa porque o funcionário disse que o dinheiro pode ser recolhido pelo tesouro.

    • Fabiana,

      Primeiro deve verificar se o processo é físico ou virtual. Se ele for físico é necessário o desarquivamento do processo. Depois disso é necessária a habilitação dos herdeiros ou do espólio no processo. E neste passo que se anexa o formal de partilha com os percentuais de cada herdeiro. Quanto ao prazo, teoricamente o valor já poderia voltar ao tesouro, já que o prazo é de dois anos após o depósito para o retorno às contas públicas.

      Espero ter ajudado 🙂

    • Hércelus,

      Você deve, ao fazer a consulta no tribunal, verificar a parte de movimentações processuais. Nela estará falando sobre a expedição de ofício requisitório ou então citando o processo de execução de sentença, que é onde os cálculos são realizados.

      Espero ter ajudado 🙂

  10. Bom dia Brenno

    se possivel gostaria de saber se vou receber o meu precatorio por agora apartir de Julho 2021
    Precatorio é do INSS estou na fila cronologica de numero 56 N, 0001529-15.2018.805.0000-0

    Grato: Marcelo Lino

    • Antônio,

      Não encontrei uma lista de pagamento no TJBA baseada na ordem cronológica do INSS. Desta forma, não esperaria o pagamento antes de dezembro, porque todo o procedimento de pagamento será feito pelo tribunal estadual e não pelo TRF1, que é o que liberou os pagamentos agora em julho.

      Espero ter ajudado 🙂

  11. Olá boa tarde

    Preciso muito de uma ajuda, minha mãe recebeu o precatorio em 2019, mas não tendo sabido que ele foi depositado o governo recolheu novamente o dinheiro em abril de 2021, como é possível fazer para ela reaver o dinheiro recolhido pelo tesoura nacional.

    • Olá, Samantha! Para reaver o valor do precatório, sua mãe, por meio de um advogado, precisará peticionar requerendo a expedição de um novo precatório. Então, o juiz irá solicitar a União para incluir esse valor no orçamento. Esse valor irá novamente entra na “fila de pagamento de precatórios”. Espero ter ajudado 🙂

  12. Recebi uma RPV em abril/2021. Tive que sacar na CEF. Preciso consultar o valor (que não me lembro) para declarar IR e na CEF não localizaram. No site TRF1 também não consegui consultar o valor recebido. Eu mesma entrei com processo, não tive advogado. Alguma dica?

    • Boa tarde, tudo bem? Obrigada pelo seu comentário!

      Quanto a sua dúvida: É necessário ter acesso ao processo e verificar o comprovante de deposito, onde será encontrado o valor.

      Espero ter ajudado, caso ainda tenha dúvidas fique à vontade para perguntar!

      Atenciosamente, Equipe Meu Precatório.

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