Como consultar precatório e RPV no TRF1 pelo CPF: o passo a passo, tela por tela

Atualizado em 23 de setembro de 2026

Resumo rápido

Para consultar precatório pelo CPF no TRF1, entre no portal do tribunal, abra Processual › Consulta Processual › Consulta a processos em outros sistemas e escolha CPF/CNPJ da parte no menu da esquerda. A consulta é pública e não pede cadastro. Marque a caixa “Mostrar os baixados” antes de pesquisar, abra cada nome que aparecer e procure a linha que começa com (PRC), que é o precatório.

  • Por que importa: o portal põe o PJe em primeiro plano, mas a requisição de pagamento fica em outro sistema. No nosso teste de 23/09/2026, a consulta pública do PJe não devolveu o precatório.
  • Como funciona: o mesmo caminho serve para precatório e para RPV. A aba “Movimentação” do processo mostra as datas e o banco do depósito.
  • Fique atento: o número do próprio precatório não abre a consulta. O TRF1 recusa a busca e manda usar CPF, nome, OAB ou o número do processo de origem.
  • Em números: a lista que o TRF1 enviou para o orçamento federal de 2027, contada em 23/09/2026, tem 23.004 precatórios alimentares e 922 comuns.

Abaixo estão os sete passos do caminho, com a tela de cada um e o que ela mostra. Se a sua dúvida é o que significa cada linha do andamento, veja como saber se a RPV está liberada. Se é quando o tribunal paga, veja quando serão pagos os precatórios do TRF1.

Sumário

De quais estados o TRF1 cuida?

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, julga as causas federais de 12 estados e do Distrito Federal: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. São as 13 seções judiciárias que aparecem na barra do alto do portal, de SJAC a SJTO.

Minas Gerais saiu do TRF1 com a instalação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em 2022. Parte do acervo mineiro continua no sistema do TRF1, e por isso o seletor de órgão da consulta ainda mostra “JFMG”. Se o seu crédito é de Minas, o caminho completo está no texto sobre consulta de RPV e precatório no TRF6.

Precatório federal é a ordem de pagamento que o juiz da causa envia ao tribunal quando a União, uma autarquia (como o INSS) ou uma fundação federal perde um processo e a condenação passa do teto da RPV. A Requisição de Pequeno Valor (RPV) é a mesma ordem para valores até 60 salários mínimos (Lei 10.259/2001, art. 17, § 1º, c/c art. 3º), o que dá R$ 97.260,00 com o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621,00 (Decreto 12.797/2025). Os dois se consultam na mesma tela.

O que preciso ter em mãos para consultar?

O CPF do beneficiário basta para começar, digitado só com os números. Os outros dados servem de plano B quando a busca por CPF não devolve nada, ou quando quem consulta não tem o CPF do titular. O número do precatório não está entre eles, porque o sistema recusa a busca por ele:

  • CPF ou CNPJ do beneficiário, só com números: 11 dígitos no CPF, 14 no CNPJ.
  • Número do processo de origem, aquele em que você ganhou a ação, com 20 dígitos na numeração única (por exemplo, 0007265-88.2010.4.01.3702).
  • Nome completo, exatamente como está no processo.
  • Nome ou número da OAB do seu advogado.

O número do precatório termina em 4.01.9198, e a seção sobre ele, mais abaixo, explica o que fazer com ele. Se você não sabe qual é o seu, veja como saber o número do precatório.

Como consultar precatório pelo CPF no TRF1, passo a passo

A consulta de precatório pelo CPF no TRF1 tem sete passos, e o caminho é o que o próprio tribunal publicou em 16/09/2025 (TRF1, “Saiba como realizar a consulta de RPVs e Precatórios no portal do TRF1”). As telas abaixo foram capturadas em 23/09/2026. No exemplo usamos o CNPJ de um ente público, o Município de Caxias (MA), que tem precatórios no TRF1, para não expor dado de ninguém.

Passo 1: abra o menu “Processual”

Acesse www.trf1.jus.br e pare o mouse sobre Processual, o segundo item do menu horizontal. A lista que se abre tem Consulta Processual no topo e RPV e Precatórios no fim. Os dois levam à mesma consulta; siga por Consulta Processual.

Menu Processual aberto no portal do TRF1

Se aparecer o aviso de cookies no rodapé, você pode escolher “Continue sem consentimento”. A consulta funciona do mesmo jeito.

Passo 2: vá em “Consulta a processos em outros sistemas”

A página Consulta Processual tem três blocos. Os dois de cima são do PJe, o processo eletrônico: “PJe – Consulta (usuários em geral)” e “PJe – Acesso (certificação digital)”. O de baixo se chama Outros Sistemas e tem um botão só: Consulta a processos em outros sistemas. É esse.

Botão Outros Sistemas na Consulta Processual do TRF1

O botão abre uma aba nova, já na busca por número do processo. Não é ali que você vai digitar.

Passo 3: escolha “CPF/CNPJ da parte” e marque “Mostrar os baixados”

No menu da esquerda, “Opções de pesquisa”, clique em CPF/CNPJ da parte. Digite o CPF só com os números e, antes de pesquisar, marque a caixa “Mostrar os baixados”. Ela vem desmarcada, e o rótulo indica que, sem a marca, os processos baixados (encerrados no sistema) não são mostrados.

Busca por CPF no TRF1 com baixados marcados

A caixa amarela no pé da tela é do tribunal: “a consulta por CPF/CNPJ da parte não retorna o número de processos sigilosos/segredo de justiça ou processos públicos cujas partes estejam assinaladas como sigilosas”. Se o seu processo é sigiloso, ele não vai aparecer por aqui.

Passo 4: confira o órgão da busca

Acima do título “Consulta Processual”, à direita, a tela mostra “Tribunal Regional Federal da 1ª Região / Alterar”. Esse é o órgão em que a busca vai procurar. Para precatório e RPV, deixe como está: a requisição é cadastrada no tribunal, em Brasília, e aparece com esse órgão.

Seletor de órgão da consulta processual do TRF1

O link “Alterar” abre o seletor “Órgão”, com cada seção judiciária (JFAC, JFBA, JFMA…) e as subseções do interior. Ele serve para achar a ação de origem, que corre na vara do seu estado. Nos testes que fizemos, os precatórios e as RPVs apareceram todos com o órgão padrão, o tribunal. Crédito de Minas Gerais tem caminho próprio, descrito no texto do TRF6.

Passo 5: clique no nome, e em cada nome

Feita a busca, a tela “Partes encontradas” lista cada nome ligado ao CPF, com um número ao lado. No exemplo, o mesmo CNPJ aparece duas vezes: “MUNICIPIO DE CAXIAS”, com 2, e “MUNICIPIO DE CAXIAS – MA”, com 4. Esse número não é o total: com “Mostrar os baixados” marcada, a linha do 4 abriu uma lista de 26 processos.

Mesmo CNPJ com duas grafias no TRF1

Isso acontece porque cada processo cadastra o nome da parte do seu jeito, com ou sem acento, abreviado, com a sigla do estado. Abra todas as linhas: quem clica só na primeira pode deixar o precatório de fora.

Passo 6: ache a linha “(PRC)” ou “(RPV)”

Ao clicar no nome, abre-se a lista de processos. Cada um vem com a classe entre parênteses antes do número: (Ap) é apelação, (AI) é agravo, (AR) é ação rescisória. O precatório é (PRC) e a requisição de pequeno valor é (RPV), as duas com número terminado em 4.01.9198. A coluna da direita, “Processo Originário”, mostra de qual ação cada uma nasceu.

Lista de processos do TRF1 com linhas PRC

No exemplo, as quatro linhas (PRC) do Município de Caxias, de 2018 a 2024, estão no fim da lista de 26 processos, depois das apelações e dos agravos. Clique no número para abrir a ficha.

Passo 7: abra a ficha do precatório

Para mostrar um precatório que já foi pago, usamos daqui em diante outro ente público com precatório federal no TRF1, o Município de Codó (MA), que aparece como parte no (PRC)0348255-35.2019.4.01.9198. A ficha do precatório tem nove abas: Processo, Distribuição, Partes, Movimentação, Incidentes, Petições, Documentos, Inteiro Teor e Acessos.

Ficha do precatório no TRF1 e suas abas

A primeira aba mostra o grupo (“PRECAT – Precatório”), o assunto, a data de autuação, o relator (“Desembargador Federal Presidente”) e o processo originário. Valor não aparece nessa tela.

Como ler a aba “Movimentação”

A aba que responde “já foi pago?” é a Movimentação, como orienta o próprio TRF1. Ela lista cada evento do precatório com data e descrição, do mais novo para o mais antigo.

Movimentação de precatório pago no TRF1

Lida de baixo para cima, a movimentação conta a vida inteira desse precatório. Em 17/09/2019 ele foi “autuado como precatório não alimentar”, isto é, cadastrado no tribunal. Em 13/07/2020, a “proposta orçamentária” foi “enviada ao CJF (…) para inclusão no Orçamento Geral da União do exercício de 2021”. Em 01/07/2021 veio o “valor depositado na Caixa Econômica Federal”, e em 14/08/2023 o ofício “informando saque(s) do(s) valor(es) depositado(s)”. As linhas que você procura são as de valor depositado: elas dizem em que banco o dinheiro está.

O depósito vai para uma conta aberta em nome do beneficiário na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil (Res. CJF 983/2026, arts. 44 e 49), e o saque, em regra, dispensa alvará: a agência tem até 48 horas para pagar a partir da apresentação dos documentos (art. 49, § 1º). O alvará, ou meio equivalente, volta a ser exigido quando o juiz o determina, quando há contribuição a recolher e quando a requisição foi expedida por vara estadual em competência delegada (art. 49, §§ 3º a 5º). O que fazer no banco está em como sacar o precatório.

Por que o número do precatório não funciona na busca?

Porque o sistema não aceita. Se você digita o número do precatório na opção “Número do Processo”, a resposta é esta: “Para pesquisar Precatório ou RPV utilize uma das seguintes opções: nome ou CPF da parte, nome ou OAB do advogado, número do processo originário ou de execução.” Testamos em 23/09/2026 com o número do precatório do exemplo acima.

TRF1 recusa busca pelo número do precatório

Um detalhe complica mais: nas listas publicadas pelo TRF1, o número aparece sem pontos, sem traço e sem os zeros do começo, com menos de 20 dígitos. Digitado assim, a resposta é outra, “Processo não foi encontrado.”, o que leva a pensar que o precatório não existe. O caminho é o que a própria mensagem indica. Nos nossos testes, os precatórios do exemplo apareceram na busca pelo CNPJ, pelo nome da parte e pelo processo originário; o tribunal cita também a OAB do advogado.

O precatório e a RPV estão no PJe?

Pelo passo a passo do próprio tribunal, não. A ação que deu origem ao crédito pode ter corrido no PJe, mas a requisição de pagamento se consulta em “Outros Sistemas”, como diz a orientação oficial de 16/09/2025. Pesquisamos o mesmo precatório na consulta pública do PJe de 2º grau do TRF1 e não houve resultado; na Consulta Processual de outros sistemas, ele estava lá, com a classe (PRC).

Se você acompanha o processo pelo PJe e ele parou de andar depois da sentença, procure no andamento do processo de origem a expedição do ofício requisitório. A partir dali, a consulta é a deste texto.

Dá para consultar sem o CPF?

Dá. O menu “Opções de pesquisa” tem oito caminhos, e para precatório e RPV seis funcionam: além do CPF ou CNPJ, o nome da parte, o nome ou a OAB do advogado, o número do processo originário e o da execução. A tabela mostra como a tela pede cada um e qual deles o sistema recusa:

OpçãoComo preencherServe para precatório e RPV?
CPF/CNPJ da parte“O CPF ou CNPJ devem ser fornecidos com 11 e 14 dígitos respectivamente”sim, é o caminho principal
Nome da Partecom ou sem acento, maiúsculas ou minúsculas; o início ou o nome completo. “A pesquisa não é fonética, assim LOURDES e LURDES são pessoas diferentes”sim
Nome do Advogado / Código OAB do Advogadoo nome, ou o número de inscrição na OABsim, se você sabe quem conduziu a causa
Número do Processo Originário“Selecione o Estado do Processo Originário clicando na lista” e digite o número “sem qualquer formatação”sim, e é o melhor plano B
Número do Processo de Execuçãoescolha o estado e digite o número da execuçãosim
Número do Processo10 dígitos antes de 1997, 15 entre 1997 e 2009, 20 a partir de janeiro de 2010não: recusa o número do precatório
Protocolo SEDEXo código do protocolo postalnão se aplica

A busca pelo processo originário

A busca pelo processo originário é a que mais mostra de uma vez. Com o número da ação em que o Município de Codó é parte, 0017548-79.2010.4.01.3700, estado Maranhão, a tela “Processos encontrados” devolveu seis linhas: a apelação, dois agravos, dois precatórios (PRC) e uma RPV (RPV), todos nascidos da mesma ação.

Busca por processo originário no TRF1

Essa busca não passa pelo cadastro do nome da parte, então não sofre com as grafias diferentes do passo 5. A busca por nome tem a mesma limitação da busca por CPF: não mostra processo sigiloso. E quem tem nome comum recebe uma lista longa, o que torna o CPF mais rápido.

A lista do orçamento de 2027: meu precatório está nela?

Dá para saber sem CPF. A lista dos precatórios federais que o TRF1 enviou para o orçamento de 2027 fica na página RPV e Precatórios, no bloco “Precatórios Federais”, com o nome “Proposta de 2027”. Abra a listagem no navegador, use a busca da página (Ctrl+F) e digite o número do precatório sem os zeros iniciais, sem pontos e sem traço.

Todo ano o TRF1 publica a lista dos precatórios que enviou ao Conselho da Justiça Federal para entrar no orçamento da União do ano seguinte. O tribunal apresenta a lista com base no art. 12 da Resolução CNJ 303/2019, cujo § 2º manda divulgar a ordem dos precatórios com a natureza, o número e o valor de cada um.

A listagem para o orçamento de 2027, que contamos em 23/09/2026, tem 23.004 precatórios alimentares, somando R$ 5,87 bilhões, e 922 comuns, somando R$ 7,12 bilhões. A lista separa os alimentares dos comuns, e nos alimentares a coluna “Preferência legal” indica idoso, doença grave ou pessoa com deficiência.

O número vai sem zeros, pontos e traço porque é assim que ele está gravado ali. A lista traz número, valor e preferência, sem nome do beneficiário, que a mesma resolução proíbe divulgar (art. 12, § 3º).

O que estar na lista quer dizer

Estar na lista quer dizer que o precatório foi mandado para o orçamento de 2027. A data do depósito é outra informação, e ela aparece na aba Movimentação quando o tribunal libera o valor. O que a lei e o orçamento dizem sobre o calendário está no texto sobre o pagamento dos precatórios do TRF1. RPV não entra nessa lista: pela Lei 10.259/2001 (art. 17), ela é paga em até 60 dias contados da entrega da requisição, sem esperar a inclusão no orçamento do ano seguinte.

Consultei e não encontrei. O que pode ser?

Na consulta do TRF1, resultado vazio não prova que o crédito não existe. Estas são seis causas possíveis: as duas primeiras estão na busca e se corrigem na hora; as outras dependem do sigilo do processo, do número usado, do momento da requisição ou do tribunal em que o crédito corre.

  1. A caixa “Mostrar os baixados” ficou desmarcada. Sem ela, a busca não mostra os processos baixados.
  2. Você abriu só um dos nomes. O mesmo CPF pode aparecer com duas ou três grafias na tela “Partes encontradas”.
  3. O processo é sigiloso. A tela avisa que processos em segredo de justiça, e partes marcadas como sigilosas, não aparecem na busca por CPF nem por nome. Nesse caso, peça a informação ao advogado da causa.
  4. Você usou o número do precatório. A busca por número é recusada para precatório e RPV. Use CPF ou o número do processo de origem.
  5. A requisição ainda não foi cadastrada. Há um intervalo entre o juiz expedir o ofício e o tribunal autuá-lo. Antes disso, a informação está no processo de origem.
  6. O processo é de outro tribunal. Se a ação contra o estado ou o município correu na Justiça Estadual, a requisição não passa pelo TRF1. E crédito de Minas pode estar no TRF6. Veja como consultar RPV pelo CPF em cada tribunal.

Pode ser também o sistema fora do ar. O link “Relatório de Indisponibilidade”, no alto do menu da esquerda, mostra se a consulta está parada. Tente de novo mais tarde.

Toda resposta da consulta termina com o mesmo aviso do tribunal: “Este serviço tem caráter meramente informativo, portanto, SEM cunho oficial.” A tela não mostra valor bloqueado por penhora ou decisão judicial. Para saque, bloqueio ou dúvida sobre o valor, quem responde é o seu advogado ou a vara em que o processo correu.

Se, depois de localizar o precatório, você quiser entender o que fazer com ele, nossa equipe pode analisar o caso e explicar os cenários. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto: as condições variam conforme o crédito, o ente devedor e o momento.

Perguntas frequentes

Onde vejo a ordem cronológica dos precatórios do TRF1?

Na listagem da proposta orçamentária, na página RPV e Precatórios. Cada precatório aparece numa linha com a coluna “ORDEM”, o número, o valor e a preferência legal, que é o que o art. 12, § 2º, da Resolução CNJ 303/2019 manda o tribunal divulgar. O item “Ordem Cronológica para Julgamento”, no menu Processual, trata da ordem em que os processos vão a julgamento; a ordem de pagamento está na listagem da proposta orçamentária.

Como consultar RPV do INSS no TRF1?

Pelo mesmo caminho do precatório. O INSS é autarquia federal, e a requisição contra ele passa pelo TRF1 também quando a ação correu na Justiça Estadual por competência delegada, em comarca sem vara federal (CF, art. 109, § 3º). Nesse caso, o saque é feito com alvará ou meio equivalente (Res. CJF 983/2026, art. 49, § 5º). A exceção são as ações de acidente do trabalho: são da Justiça Estadual por competência própria (CF, art. 109, I), e a requisição não vai ao TRF1: o acompanhamento é pelo processo, na Justiça Estadual.

O que é o e-PrecWeb do TRF1?

É um sistema do TRF1 ligado às requisições de pagamento, com acesso restrito. Ele aparece na página RPV e Precatórios, no bloco “Acesso aos sistemas”, junto com o SIREA, e abre numa tela de login, com usuário e senha. Quem não tem acesso cadastrado não entra. Para acompanhar o seu precatório, o caminho é a Consulta Processual, pelo CPF.

A consulta mostra quanto eu vou receber?

Não. A ficha do precatório na consulta pública não mostra valor, e a aba Movimentação registra o depósito e o banco, sem o montante. Também não aparece desconto de imposto de renda, contribuição previdenciária, honorários nem valor bloqueado por decisão judicial. O valor que você de fato saca se confere no banco e nos autos.

O advogado consegue consultar o precatório do cliente no TRF1?

Consegue, pela mesma Consulta a processos em outros sistemas. O menu de opções de pesquisa tem “Nome do Advogado” e “Código OAB do Advogado”, e o próprio tribunal cita “nome ou OAB do advogado” entre as buscas aceitas para precatório e RPV. Na lista de processos que aparecer, procure as classes (PRC) e (RPV).

Daniel Costa

Daniel Costa

Advogado formado pela UFMG (OAB/MG 181.442)
Pós graduado em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS
Mestre em Direito pela UFMG com ênfase em Regulação no Sistema Financeiro

Autor do livro Precatórios: negócios, mercado e regulação

Artigos: 202

180 comentários

    • Boa tarde Dimas, tudo bem? Obrigada pelo seu comentário!

      Quanto a sua duvida: Você está tentando consultar através de qual informação?
      Número do Processo; Nome da Parte; CPF/CNPJ da parte; Nome do Advogado; Código OAB do Advogado; Número do Processo Originário; Número do Processo de Execução ou Protocolo SEDEX? Se ao tentar com uma dessas informações não foi possível localizar o processo, talvez você consiga pelas outras.

      Espero ter ajudado, caso ainda tenha duvidas fique a vontade para perguntar!

      Atenciosamente, Equipe Meu Precatório.

  1. Boa tarde! O processo foi distribuído automaticamente ao desembargador federal presidente e autuado como precatório alimentar no dia 09/05/2024. No geral, o valor passa do máximo permitido para ser RPV, mas está como espólio e dividido entre 5 partes (4 do espólio e 1 do advogado) e o valor para cada parte é bem abaixo dos 60 salários. É possível pedir a migração de precatório para RPV por estar dividido?

    • Olá Ana Paula, espero que essa resposta a encontre bem!

      A situação que você descreve, em que o valor total do precatório é superior ao limite para ser classificado como Requisição de Pequeno Valor (RPV), mas dividido entre várias partes, levanta uma questão importante.

      A Constituição Federal, no artigo 100, § 8º, proíbe expressamente o fracionamento do valor da execução para enquadramento em RPV, com o intuito de evitar que um crédito que deveria ser pago por precatório seja artificialmente dividido para se beneficiar da forma mais célere de pagamento. Isso significa que, mesmo que o valor individual destinado a cada parte seja inferior ao limite de 60 salários mínimos, o fracionamento não pode ser utilizado para converter um precatório em RPV.

      Além disso, a jurisprudência tem reforçado que essa proibição se aplica mesmo em situações onde há divisão entre herdeiros (espólio) ou pagamentos a advogados. Assim, o mais provável é que o processo continue tramitando como precatório, respeitando a ordem cronológica de pagamento estabelecida.

      Se precisar de mais alguma orientação, estamos à disposição para ajudar!

      Atenciosamente, Equipe Meu Precatório

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *