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Precatório Rio Grande do Sul

Estado do RS bate recorde de pagamento de precatórios em 2023

Atualizado em 6 de fevereiro de 2024 por Ana Clara Leite

O ano de 2023 encerrou com um anúncio auspicioso para o Estado do Rio Grande do Sul, ao registrar um recorde no pagamento de precatórios, totalizando R$ 2,7 bilhões. No entanto, apesar desse marco, a dívida total ainda permanece considerável, aproximando-se dos R$ 17 bilhões. Esta notícia promissora abre perspectivas para avanços em 2024, mas é vital que compreendamos o caminho que ainda precisaremos percorrer.

Os 15 mil títulos de precatórios pagos em 2023 representam histórias financeiras diversas, sendo dívidas do poder público com pessoas ou empresas, algumas delas prolongando-se por anos até encontrar solução – você sabe quanto tempo podem demorar os processos judiciais contra o governo?. Esse expressivo montante quitado é um passo significativo, mas, diante do tamanho da dívida, proporciona apenas um alívio momentâneo.

Para ampliar os pagamentos nos próximos meses, o governo gaúcho planeja (confira nosso texto sobre o Financiamento para Precatórios no Rio Grande do Sul)  assinar um empréstimo de US$ 500 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já autorizado. Este montante, aproximadamente R$ 2,5 bilhões pela cotação atual, visa impulsionar a quitação de precatórios, uma iniciativa que almeja aliviar parte do passivo.

É importante ressaltar que a obtenção desse empréstimo destaca a relevância das parcerias entre entidades governamentais e organismos internacionais para solucionar desafios financeiros. Além disso, é crucial assegurar que a transparência e eficiência na gestão desses recursos direcionem-se de forma eficaz e impactante.

A importância dos acordos para o senado

O juiz José Pedro de Oliveira Eckert é o chefe da Central de Conciliação e Pagamento de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado. Em 2023, a maioria das quitações envolveu acordos diretos com os credores. Isso resultou no pagamento de R$ 1,77 bilhão por 6,8 mil precatórios. Cada acordo, porém, implicou em um deságio de 40%. Percebe-se portanto a disposição dos titulares de precatórios em aceitar valores menores em troca de sair da fila de espera e receber o dinheiro.

A última rodada de negociações, conforme destacado pelo site oficial, foi a maior da história, superando os resultados de 2022 e os acumulados nos quatro anos anteriores (de 2019 a 2022). Este fenômeno evidencia a dinâmica em constante evolução no âmbito das negociações de dívidas públicas, sinalizando a necessidade de estratégias flexíveis e adaptáveis.

Apesar do sucesso, a magnitude da dívida, que precisa ser zerada até 2029, apresenta um desafio ainda considerável. A legislação estabelece que o estoque de R$ 16,8 bilhões deve ser quitado até esse prazo, sendo crucial para evitar bloqueios nas contas do governo estadual e, consequentemente, impactos na sociedade.

O empréstimo junto ao BID é um passo positivo, mas os desafios persistem, exigindo a injeção de mais recursos para resolver o passivo. A dimensão dessa dívida não afeta apenas as finanças públicas, mas também a vida de milhares de pessoas. A implementação de estratégias eficazes dependerá do sucesso na gestão desse problemas. Os cidadãos interessados em entender o funcionamento intricado das finanças públicas e a busca por soluções sustentáveis para a quitação dos precatórios podem compreender e acompanhar esse processo de maneira educativa.

 

Se você possui um precatório emitido pelo TJRS fique ligado em nosso blog para mais posts.

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Para outras dúvidas vale a pena conferir o site oficial do TJRS: https://www.tjrs.jus.br/novo/processos-e-servicos/precatorios-e-rpv/

2 Comentários
  • A.S.R
    Postado às 19:30h, 06 fevereiro Responder

    Qual a situação do tão falado empréstimo? Após notícias de aprovação no Senado em 19 ou 20 de dezembro de 2023 nada mais se houve falar. São mais de 45 dias dias e ainda não há informação da assinatura e tampouco de aceleração nos pagamentos.

    • Dr Marcos
      Postado às 17:05h, 07 fevereiro Responder

      Agradecemos a resposta A.S.R.

      Geralmente as questões assim são demoradas, até pouco tempo o judiciário estava em recesso.

      Vamos continuar acompanhando.
      Um abraço

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