Qual banco compra precatório? O que fazem BB, Caixa, Itaú e BTG

Atualizado em 28 de setembro de 2026

Resumo rápido

Nenhum grande banco de varejo compra precatório no balcão da agência. O Banco do Brasil e a Caixa guardam o dinheiro dos precatórios federais e não os compram. Parte dos grandes bancos privados participa desse mercado de forma indireta, por fundos ou por áreas de investimento, como a mesa de ativos judiciais do Itaú BBA. Quem compra direto do credor são fundos, securitizadoras e empresas especializadas, como a Meu Precatório, e bancos de investimento, como o BTG Pactual.

  • Por que importa: quem procura “o banco” para vender o precatório muitas vezes acaba negociando com um fundo sem saber a quem ele pertence.
  • Como funciona: o credor cede o crédito ao comprador por contrato de cessão, em geral por escritura pública, recebe o preço e o comprador espera o governo pagar no lugar dele (art. 100, § 13, da Constituição).
  • Em números: em 28 de setembro de 2026, o cadastro da CVM tinha 70 fundos em funcionamento com “precatório” no nome; os 62 que informaram patrimônio em 31 de agosto somavam R$ 6,5 bilhões.
  • Fique atento: antes de assinar, descubra o nome e o CNPJ de quem fica com o seu crédito e confira esse nome na CVM.

Este guia mostra o que cada tipo de banco faz com precatório, o que fazer se você é correntista do Itaú, como um banco compra sem aparecer na negociação e como verificar quem está do outro lado. A penúltima seção explica como a Meu Precatório compra precatórios federais e trabalhistas de qualquer valor, e estaduais e de municípios de capitais a partir de faixas de valor.

Sumário

  • Qual banco compra precatório?
  • O Banco do Brasil e a Caixa compram precatório?
  • Itaú, Santander e Bradesco compram precatório?
  • Como um banco compra precatório sem aparecer na negociação?
  • O BTG Pactual compra precatório?
  • Bancos digitais compram precatório?
  • Quem compra precatório, então?
  • Como saber quem está comprando o seu precatório?
  • Como a Meu Precatório compra o seu precatório
  • Perguntas frequentes

Qual banco compra precatório?

Nenhum dos grandes bancos de varejo compra, em setembro de 2026, precatório do correntista na agência ou no aplicativo. Os bancos que participam desse mercado fazem isso por três caminhos: por fundos de investimento geridos pelas gestoras do grupo, caso da XP; por uma área de banco de investimento que recebe o pedido encaminhado pelo gerente, caso da mesa de ativos judiciais e precatórios do Itaú BBA; ou por um canal próprio de compra, caso do BTG Pactual.

Precatório é a ordem de pagamento que o tribunal expede quando o poder público perde um processo e deve um valor acima do teto da RPV (Requisição de Pequeno Valor). Quem tem um precatório pode vender o crédito a qualquer pessoa ou empresa, no todo ou em parte, sem pedir licença ao governo devedor: “O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a terceiros, independentemente da concordância do devedor” (art. 100, § 13, da Constituição).

A Constituição não reserva essa compra a bancos nem proíbe nenhum banco de fazê-la. O que decide quem compra é o negócio de cada instituição. Comprar um precatório exige ler o processo, calcular o crédito, conferir certidões do vendedor e esperar anos pelo pagamento. Isso é trabalho de fundo de crédito judicial, e não de agência bancária.

Onde vender o precatório, se não for no banco?

Quem procura onde vender o precatório costuma fechar negócio com um comprador especializado, que analisa o processo e, em geral, paga à vista. A Meu Precatório é um desses compradores: compra precatórios direto do credor, pela Mercatório Securitizadora e pelo Meu Precatório FIDC.

Tipo de instituiçãoExemplosCompra precatório do credor?Como participa do mercado
Bancos públicos depositáriosBanco do Brasil, CaixaNãoRecebem o depósito do precatório pago e liberam o saque
Grandes bancos privados de varejoItaú, Santander, BradescoNão na agênciaNo Itaú, o gerente encaminha à mesa de ativos judiciais do Itaú BBA
Bancos de investimentoBTG PactualSim, com canal próprioCompra direta e fundo gerido pelo próprio banco
Grupo de investimentoXPSem canal de compra no siteFundos de precatórios geridos pela gestora do grupo
Bancos digitaisNubank, Inter, C6, PicPayNãoSem produto de compra de precatório
Compradores especializadosMeu Precatório (Mercatório Securitizadora e Meu Precatório FIDC), fundos e securitizadorasSimCompra direta do credor, em geral por escritura e com pagamento à vista

O Banco do Brasil e a Caixa compram precatório?

Não. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não compram precatório de credor. Nos precatórios federais, os dois são os bancos onde o dinheiro é depositado quando o governo paga: os Tribunais Regionais Federais depositam o valor “na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil”, em conta aberta para essa finalidade em favor do credor, e não na conta pessoal dele (Conselho da Justiça Federal).

A regra está na Resolução CJF 983/2026, que manda os TRFs depositarem os valores de precatórios e RPVs “em instituição financeira oficial, abrindo-se conta remunerada e individualizada para cada beneficiária(o)” (art. 49) e, no art. 44, identifica entre parênteses quais são elas: “Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil S.A.”. Na RPV do Juizado Especial Federal, a Lei 10.259/2001 diz o mesmo: o pagamento sai “na agência mais próxima da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil” (art. 17).

Nos tribunais estaduais e do trabalho, o banco depositário é o que o tribunal contratar. A Resolução CNJ 303/2019 permite escolher “banco oficial ou, não aceitando a preferência proposta pelo legislador, banco privado”, com licitação (art. 16, § 1º). Em 2023, o Supremo Tribunal Federal derrubou a exigência de “banco oficial” para o pagamento de RPV no Código de Processo Civil (ADI 5492).

O que o Banco do Brasil e a Caixa fazem com precatório

O que esses bancos oferecem em relação a precatório é serviço de depósito e saque. Na página do setor público, o Banco do Brasil oferece aos governos o “Pagamento Massificado de Precatórios”, pelo qual o ente público paga precatórios em lote. Ao credor, o banco oferece o resgate do valor já depositado, inclusive pelo aplicativo. O passo a passo está em como sacar o seu precatório.

Uma busca nos sites dos dois bancos, feita em 28 de setembro de 2026, não encontrou nenhuma página de compra, venda ou antecipação de precatório. Se alguém disser que “o Banco do Brasil compra o seu precatório”, peça o nome e o CNPJ de quem vai assinar a escritura: pelo que os sites dos dois bancos mostram, eles não oferecem essa compra.

Itaú, Santander e Bradesco compram precatório?

Não pela agência. Você não consegue chegar a uma agência do Itaú, do Santander ou do Bradesco e pedir ao gerente que compre o seu precatório, porque o gerente não faz essa operação. No Itaú, porém, ele pode encaminhar o seu pedido à mesa de negociação de ativos judiciais e precatórios do Itaú BBA. No Santander e no Bradesco, a busca nos sites, em 28 de setembro de 2026, não encontrou página de compra, venda ou antecipação de precatório.

Quando um grande banco participa desse mercado, em geral o faz por uma área especializada ou por um fundo. No caminho do fundo, a gestora de recursos do grupo bancário monta ou distribui um fundo que compra créditos judiciais, e o dinheiro vem de clientes investidores do banco. Quem compra o precatório é o fundo, que é uma pessoa jurídica própria, com CNPJ, regulador (a CVM) e regras de investimento. O banco aparece como gestor, administrador ou distribuidor das cotas.

Itaú

Se você é correntista do Itaú e tem um precatório, avise o seu gerente e peça que ele encaminhe o pedido à mesa de negociação de ativos judiciais e precatórios do Itaú BBA, o banco de investimento do grupo. A mesa recebe a solicitação, dá seguimento a ela e a direciona para a área responsável. O gerente da agência não compra o crédito; o papel dele é fazer esse encaminhamento.

O pedido deve ir ao Itaú BBA, e não à Itaú Asset. A gestora de recursos do grupo tem, no cadastro da CVM, fundos de créditos judiciais destinados a investidores profissionais, mas o caminho de quem quer vender o precatório é a mesa do Itaú BBA. Como com qualquer comprador, antes de mandar documentos peça o nome e o CNPJ de quem vai assinar a escritura e pagar.

Santander, Bradesco e Sicredi

No cadastro da CVM de setembro de 2026, nenhum fundo com “precatório”, “créditos judiciais” ou “legal claims” no nome tem gestora ou administradora do Santander ou do Bradesco. Isso não quer dizer que esses grupos fiquem fora do mercado: um banco pode aplicar dinheiro em cotas de fundos de terceiros, e essa posição não aparece no cadastro. O que se pode afirmar é o que vale para o credor: nenhum dos dois compra precatório na agência.

A mesma busca no site do Sicredi, sistema de cooperativas de crédito, também não encontrou página de compra, venda ou antecipação de precatório.

Safra

O grupo Safra aparece no cadastro da CVM em fundos de ativos judiciais: o Safra Ativos Judiciais, com gestão e administração da Safra Asset (R$ 103,8 milhões em setembro de 2026), e cinco fundos de direitos creditórios chamados Estratégia Ativos Judiciais, em que o Banco J. Safra é só o administrador e a gestão é da Emerald Gestão de Investimentos. Nenhum deles tem “precatório” no nome, e nenhum documento público que lemos diz que esses fundos compram precatório.

Como um banco compra precatório sem aparecer na negociação?

Um banco compra precatório sem aparecer quando o comprador formal é um fundo de investimento. Na escritura de cessão, quem assina como comprador é o fundo, com nome e CNPJ próprios; o banco pode ser o gestor que escolheu o crédito, o administrador que presta serviço ao fundo ou o distribuidor que vendeu as cotas. Só no papel de gestor ele decide a compra. Muitas vezes, o credor fala com uma empresa de marca própria e não ouve o nome do banco.

O tipo de fundo mais comum nesse mercado é o FIDC, fundo de investimento em direitos creditórios, regulado pela CVM. Cada FIDC tem três papéis que importam para quem vende:

  • Gestor: decide quais precatórios o fundo compra e por quanto. Quem assina a escritura como comprador é o fundo.
  • Administrador: presta serviço ao fundo e cuida do registro, da contabilidade e dos pagamentos. Não escolhe o crédito.
  • Originador: é quem procura o credor, analisa o processo e leva o precatório ao fundo. Pode ser uma empresa especializada, com marca e site próprios.

Um exemplo no cadastro da CVM

A PJUS, empresa de antecipação de precatórios, divulga no próprio site que é “empresa parceira da XP Asset”, com parceria iniciada em 2019. No cadastro da CVM, os fundos PJUS Cobalto e PJUS Abeto, de precatórios, têm como gestora a XP Vista Asset Management, que a própria XP apresenta como parte da XP Asset Management, a gestora da XP Inc. Em 31 de agosto de 2026, o PJUS Cobalto tinha patrimônio de R$ 574,6 milhões. A XP Vista gere ainda o XP Precatórios FIC FIDC, o Impacto Roxo FIDC de Precatórios (R$ 452,5 milhões) e o Consorti Precatórios.

Quem vende o precatório nesse arranjo negocia com a PJUS, que divulga a parceria, e o fundo que fica com o crédito tem a gestora registrada no cadastro da CVM. O vínculo é público. O que acontece é que o credor raramente o procura, e por isso vale conferir quem é o gestor do fundo antes de assinar.

Administrar não é comprar

Muitos fundos de precatório têm como administrador um banco ou uma distribuidora ligada a banco. A BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM administra 8 dos 70 fundos com “precatório” no nome, e o Banco Daycoval administra outros 6. Na maior parte desses fundos, quem escolhe os créditos é uma gestora independente, e o banco presta serviço ao fundo. Um fundo “administrado pelo banco X” não quer dizer que o banco X comprou o seu precatório.

O contrário também engana. Nome parecido não é vínculo: o Itaúna Precatórios FIDC é gerido pela Itaúna Capital e administrado pelo BNY Mellon, e o cadastro da CVM não o liga ao Itaú Unibanco.

O BTG Pactual compra precatório?

Sim. O BTG Pactual compra precatório diretamente do credor, por um canal próprio no site, e também por um fundo gerido pelo próprio banco. Entre os bancos cujos sites pesquisamos para este guia, é o único com canal de compra aberto ao credor no próprio site. Segundo a página de precatórios do BTG, lida em 28 de setembro de 2026, o banco compra precatórios federais, estaduais e municipais, de pessoa física e de empresa, e não compra RPV.

A operação é formalizada por cessão em cartório. O BTG informa que a análise dos documentos e a cessão levam “até 5 dias úteis” e que o pagamento sai “em até 16 horas após a assinatura dos documentos”. Sobre o preço, diz que o deságio “pode variar de acordo com a especificação de cada precatório”.

No cadastro da CVM, o Banco BTG Pactual é o gestor do FIDC Precatórios Brasil, que em 31 de agosto de 2026 tinha patrimônio de R$ 1,2 bilhão, o maior entre os 70 fundos com “precatório” no nome, e do Kateto Investimento Precatórios FIDC (R$ 144,8 milhões). O BTG é, portanto, o caso em que o banco aparece com o próprio nome na compra.

Bancos digitais compram precatório?

Não, pelo que os sites deles mostram. Nubank, Inter, C6 Bank e PicPay não oferecem produto de compra de precatório: a busca nos sites deles, em 28 de setembro de 2026, não encontrou página de compra, venda ou antecipação de precatório, e o Nubank tem só um texto explicativo sobre o tema. O negócio central desses bancos é conta, cartão, crédito pessoal e pagamentos, e comprar precatório exige análise jurídica do processo de cada credor.

Alguns bancos digitais oferecem investimentos ao cliente, como CDB próprio, Tesouro Direto e fundos de terceiros. Comprar o precatório de um correntista é outra operação: o banco teria de avaliar o processo, assumir o risco de o governo atrasar e esperar anos pelo pagamento. Nenhum deles oferece isso ao cliente hoje. Quem tem conta só em banco digital e quer vender o precatório pode procurar um comprador especializado, como a Meu Precatório, ou um banco de investimento com canal próprio de compra.

Quem compra precatório, então?

Quem compra precatório no Brasil são, principalmente, fundos de investimento em direitos creditórios, securitizadoras, empresas especializadas em antecipação e bancos de investimento. A Meu Precatório está entre as empresas que compram precatório direto do credor. Em geral, todos fazem a mesma operação: pagam à vista um valor menor que o do crédito e esperam o governo pagar no lugar do credor. A diferença entre eles está em quem decide, de onde vem o dinheiro e com quem você assina.

CompradorQuem decide a compraDe onde vem o dinheiroCom quem você assina
FIDCo gestor do fundocotistas do fundoo fundo, com CNPJ próprio
Securitizadoraa própria securitizadoracapital próprio ou títulos emitidos a investidoresa securitizadora
Empresa de antecipaçãodepende: pode comprar ou só intermediarpróprio ou de um fundo parceiroa empresa ou o fundo para o qual ela trabalha
Banco de investimentoo bancoo balanço do banco ou um fundo deleo banco ou o fundo

Quantos fundos compram precatório

O cadastro público da CVM mostra o tamanho da parte desse mercado que passa por fundos. Em 28 de setembro de 2026, havia 70 fundos em funcionamento com “precatório” no nome, 68 deles FIDCs. Os 62 que informaram patrimônio em 31 de agosto de 2026 somavam R$ 6,5 bilhões, e 41 dos 70 foram registrados de 2024 para cá (dados abertos da CVM).

Esses números têm dois limites. Ficam fora os fundos sem a palavra no nome que compram ou podem comprar precatório, como os de “créditos judiciais”, “ativos judiciais” e “legal claims”, entre eles os do Itaú e do Safra. E o patrimônio de um fundo inclui caixa e outros ativos, de modo que R$ 6,5 bilhões não é o valor dos precatórios comprados.

Intermediador e comprador final

Parte das empresas que anunciam “compramos seu precatório” não compra: ela encontra o credor, negocia e repassa o crédito a um fundo ou a outro comprador. Isso não torna a operação irregular, mas muda duas coisas para você: quem analisa o processo pode não ser quem paga, e a proposta pode ser refeita quando o comprador final examinar o caso. Pergunte sempre, antes de mandar documentos, quem vai assinar a escritura e pagar. Para vender precatório de estado ou de município, veja também quem compra precatório estadual e quem compra precatório municipal.

Como saber quem está comprando o seu precatório?

Para saber quem está comprando o seu precatório, peça o nome completo e o CNPJ de quem vai assinar a escritura e pagar, e confira esse CNPJ antes de mandar documentos. Se for um fundo, a consulta pública de fundos da CVM mostra a situação, o administrador e o gestor. Se for uma empresa, a Receita Federal mostra quem são os sócios e desde quando ela existe.

Seis perguntas para fazer a qualquer comprador

Elas valem para banco, fundo ou empresa:

  1. Quem assina e quem paga? O nome e o CNPJ do cessionário, que é quem fica com o crédito, precisam estar na proposta, e são eles que vão constar da escritura.
  2. É comprador final ou intermediário? Se for intermediário, pergunte para quem o crédito será repassado.
  3. O pagamento é à vista e quando? Na data da escritura, no mesmo dia, ou em parcelas?
  4. Há algum custo para você? Desconfie de qualquer cobrança antecipada, seja taxa de análise, de cadastro ou de liberação.
  5. A cessão será feita por escritura pública e comunicada ao processo? A cessão só produz efeito depois de comunicada, por petição, ao tribunal de origem e ao ente devedor (art. 100, § 14, da Constituição), e o presidente do tribunal pode exigir escritura pública para registrá-la (Resolução CNJ 303/2019, art. 42, § 5º). Quando o devedor é a União, uma autarquia ou uma fundação federal, a partir de 7 de dezembro de 2026 a cessão também precisa ser comunicada por petição no protocolo eletrônico da Advocacia-Geral da União, e sem isso não produz efeitos (Portaria Normativa AGU 225/2026, arts. 2º, 3º e 8º; explicamos em o que muda na venda de precatório federal).
  6. O cálculo está aberto? Uma proposta séria mostra o valor atualizado do crédito, os descontos e o preço, para que você e o seu advogado confiram.

Qual é o melhor banco para vender precatório?

Não existe “o melhor banco para vender precatório”. Existe a melhor proposta para o seu crédito naquele momento, e ela depende do ente devedor, do tipo de precatório, do estágio do processo e de quem compra. Para comparar, ponha lado a lado o valor líquido que cai na sua conta, a data do pagamento e as respostas às seis perguntas acima. A régua vale para qualquer comprador, inclusive para a Meu Precatório, que também compra precatórios. Os golpes mais comuns estão em fraude em precatórios: como se proteger.

O que a venda muda no seu precatório

A venda não muda a posição do crédito na fila nem a natureza dele: o comprador entra no seu lugar (Resolução CNJ 303/2019, art. 42, § 1º). Duas coisas não passam para o comprador: a superpreferência de idoso, doente grave ou pessoa com deficiência (§ 2º do art. 100 da Constituição) e o pagamento como RPV (§ 3º), como diz o art. 100, § 13. Se você vende o precatório inteiro depois de deferida a superpreferência e ela ainda não foi paga, o benefício fica sem efeito (Resolução CNJ 303/2019, art. 43). O passo a passo da operação está em venda de precatório: como funciona.

Como a Meu Precatório compra o seu precatório

A Meu Precatório compra o precatório como comprador final e paga à vista no dia da escritura. A compra é feita pela Mercatório Securitizadora (CNPJ 53.834.001/0001-06) e pelo Meu Precatório FIDC, fundo de investimento em direitos creditórios regulado pela CVM (CNPJ 64.126.861/0001-01), sem intermediários e sem revenda do crédito no caminho.

O fundo está no cadastro público da CVM desde dezembro de 2025, com administração da Oliveira Trust DTVM e gestão da Plural Investimentos. Você pode conferir esses dados pelo CNPJ na consulta de fundos da CVM antes de falar com a gente, como recomendamos fazer com qualquer comprador.

O processo tem quatro etapas:

  1. Pedido. Você registra o precatório no site ou pelo WhatsApp.
  2. Proposta em até 24 horas. Consultamos o processo e enviamos a proposta com o cálculo aberto, para você e o seu advogado conferirem.
  3. Análise da documentação. Aceita a proposta, examinamos o processo em profundidade e reunimos as certidões.
  4. Escritura e pagamento. A escritura pública é assinada no cartório que você escolher, ou por videoconferência no e-Notariado, e o valor cai na sua conta no mesmo dia. Depois, a cessão é comunicada ao juízo.

Você não paga nada à Meu Precatório em nenhuma etapa: nem análise, nem cadastro, nem escritura. Não há taxa nem comissão descontada da proposta. Assinada a escritura, a espera pelo governo passa a ser nossa: se o ente atrasar ou parcelar, você já recebeu.

Quais precatórios compramos

Compramos precatórios federais de qualquer valor, trabalhistas de qualquer valor conforme o ente devedor, estaduais acima de R$ 250 mil e municipais de capitais acima de R$ 300 mil. Fora desses critérios, analisamos caso a caso. Se alguém pedir dinheiro em nome da Meu Precatório, não somos nós.

Se você procurava um banco para vender o seu precatório, a Meu Precatório faz o que o gerente da agência não faz: analisa o seu crédito e envia a proposta com o cálculo aberto. Fale com a nossa equipe e receba a proposta em até 24 horas, sem custo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. As condições de compra de precatórios variam conforme o crédito, o ente devedor e o momento. Fale com nossa equipe para uma avaliação individual.

Perguntas frequentes

Qual banco compra RPV?

Nenhum grande banco oferece compra de RPV ao credor, e o BTG Pactual informa no site que não compra. Na maioria dos casos há pouco a antecipar. No Juizado Especial Federal, a RPV é paga em até 60 dias depois da requisição (Lei 10.259/2001, art. 17). Contra estado ou município, são 60 dias no Juizado Especial da Fazenda Pública (Lei 12.153/2009, art. 13, I) e dois meses nas varas comuns (CPC, art. 535, § 3º, II).

O Banco do Brasil paga o precatório?

Quem paga o precatório é o governo devedor. O Banco do Brasil e a Caixa são os bancos onde o tribunal deposita o dinheiro dos precatórios federais, e é neles que o credor faz o saque. Nos tribunais estaduais e do trabalho, o banco depositário é o que o tribunal contratou, público ou privado (Resolução CNJ 303/2019, art. 16, § 1º).

Quanto um banco paga por um precatório?

Não há tabela. Cada comprador faz o próprio preço, com base no valor atualizado do crédito, no ente devedor, na previsão de pagamento e no risco do processo, e o BTG, por exemplo, diz que o deságio varia caso a caso. Compare propostas pelo valor líquido que cai na sua conta e pela data do pagamento. Os fatores que pesam no preço estão em o que é deságio.

É seguro vender o precatório para um fundo?

O fundo é uma forma comum de comprador, regulada pela CVM, e vender para ele pode ser tão seguro quanto vender para uma empresa. O que protege você é a forma da operação: escritura pública, pagamento no ato, nenhum custo antecipado, cessão comunicada ao tribunal e ao devedor (art. 100, § 14, da Constituição) e um CNPJ que você conferiu.

A Meu Precatório compra precatório?

Sim. A Meu Precatório compra precatórios como comprador final, pela Mercatório Securitizadora (CNPJ 53.834.001/0001-06) e pelo Meu Precatório FIDC (CNPJ 64.126.861/0001-01), fundo regulado pela CVM. Compra precatórios federais de qualquer valor, trabalhistas de qualquer valor conforme o ente devedor, estaduais acima de R$ 250 mil e municipais de capitais acima de R$ 300 mil, e analisa os demais casos um a um. Envia a proposta em até 24 horas e paga à vista no dia da escritura, sem cobrar nada do credor.

Quem vende o precatório paga imposto de renda?

Depende da origem do crédito, e são dois impostos em momentos diferentes. Quando o governo paga, o imposto sobre a parte vendida continua sendo do credor original (Resolução CNJ 303/2019, art. 42, § 4º, I). E a venda, para a Receita Federal, gera ganho de capital, calculado na primeira venda com custo de aquisição igual a zero (Solução de Consulta Cosit 674/2017). As regras, e as decisões judiciais que discutem esse ponto, estão em imposto de renda na venda do precatório. Confirme com o seu contador antes de fechar.

Equipe Meu Precatório

Equipe Meu Precatório

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13 comentários

    • Gilberto,

      Há alguns fundos maiores que compram sim. Mas a maioria tinha parado de comprar ou aqueles que ainda estavam comprando tiveram a fonte de dinheiro secado devido a esta pandemia.

      Espero ter ajudado 🙂

  1. Alguém poderia me indicar uma empresa ou pessoa física; ambos de confiança que queiram comprar precatórios?

    • Roberto,

      Envie um e-mail para contato@meuprecatorio.com.br com informações sobre seu precatório, se tiver o ofício requisitório, melhor. Caso não tenha informe número do processo ou do precatório, valor, ano de vencimento ente devedor que daremos uma olhada.

      Ficamos no aguardo 🙂

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