Atualizado em 22 de setembro de 2026
Resumo rápido
O pagamento de RPV é feito por depósito em conta bancária, sem fila de precatório: o juiz manda a requisição e o devedor tem prazo de lei para pagar. Contra a União, o INSS e outros órgãos federais, o prazo é de 60 dias; contra estados e municípios, de dois meses, ou 60 dias no Juizado. Na Justiça Federal o saque dispensa alvará.
- Por que importa: quem sabe qual caminho a sua RPV segue sabe onde procurar o dinheiro e o que levar ao banco.
- Como funciona: a RPV federal passa pelo Tribunal Regional Federal e cai numa conta aberta no seu nome; a estadual e a municipal vão direto ao ente devedor, que deposita na vara.
- Em números: em 2026, o teto da RPV contra a União é de R$ 97.260,00, os 60 salários mínimos da Lei nº 10.259/2001 sobre o mínimo de R$ 1.621,00.
- Fique atento: na Justiça Federal o banco retém 3% de imposto de renda no saque, como adiantamento, e quem tem rendimento isento pode pedir a dispensa.
Este texto acompanha o dinheiro da RPV depois que ela é expedida: quem paga, quando, onde o valor é depositado, como sacar e o que sai descontado. O que é a expedição e o que cada linha do andamento significa estão em peças próprias, com link ao longo do texto.
Sumário
- Precatório ou RPV? Descubra a diferença
- Como ocorre o pagamento de um precatório?
- Como ocorre o pagamento de RPV?
- Quanto tempo demora o pagamento de RPV?
- Onde o dinheiro da RPV é depositado?
- Como receber a RPV no banco?
- O advogado pode sacar a RPV do cliente?
- É descontado algum imposto no pagamento de RPV?
- O valor da RPV é corrigido até o pagamento?
- E se a RPV não for paga no prazo?
- O credor pode renunciar parte do valor para que ele seja pago como RPV?
Precatório ou RPV? Descubra a diferença
A diferença está no valor. Requisição de pequeno valor (RPV) é a ordem de pagamento que o juiz emite quando o poder público perde um processo e deve uma quantia dentro do teto de “pequeno valor”. Acima desse teto, a dívida vira precatório e entra na fila do orçamento. A própria Constituição tira a RPV da regra da fila, no art. 100, § 3º.
Cada ente fixa o seu teto por lei. Quando o estado, o Distrito Federal ou o município não têm lei própria, valem os limites supletivos da Lei nº 12.153/2009, art. 13, § 3º. Com o salário mínimo de R$ 1.621,00, fixado pelo Decreto nº 12.797/2025, a conta de 2026 fica assim:
| Quem deve | Limite | Valor em 2026 |
|---|---|---|
| União, autarquias e fundações federais (INSS incluído) | 60 salários mínimos | R$ 97.260,00 |
| Estados e Distrito Federal, sem lei própria | 40 salários mínimos | R$ 64.840,00 |
| Municípios, sem lei própria | 30 salários mínimos | R$ 48.630,00 |
O teto federal vem da Lei nº 10.259/2001: o art. 17, § 1º, adota como limite da RPV o valor de competência do Juizado Especial Federal, que o art. 3º fixa em 60 salários mínimos. Estados e municípios podem fixar valor diferente, desde que não fique abaixo do maior benefício do INSS (Constituição, art. 100, § 4º), que em 2026 é de R$ 8.475,55. Por isso, o número que vale para o seu processo é o da lei de quem vai pagar. A discussão completa do teto, com a regra de conferência do valor atualizado, está em o que é e como funciona a expedição de RPV.
Como ocorre o pagamento de um precatório?
O precatório é pago pelo orçamento, num calendário de ano. A Constituição manda o ente incluir no orçamento os precatórios apresentados até 1º de fevereiro e pagá-los até o fim do exercício seguinte (art. 100, § 5º, na redação da Emenda Constitucional nº 136/2025). Um precatório apresentado em janeiro de 2026, por exemplo, entra no orçamento de 2027 e tem até 31 de dezembro de 2027 como prazo constitucional. Para descobrir em que orçamento entrou o seu, veja quando vou receber meu precatório.
Dentro de cada orçamento há uma ordem. Primeiro vêm os créditos alimentares de quem tem 60 anos ou mais, doença grave ou deficiência, até o triplo do teto de RPV (art. 100, § 2º). Depois, os demais créditos alimentares, como salários, aposentadorias e pensões (art. 100, § 1º). Por último, os créditos comuns. Em cada grupo, vale a ordem cronológica de apresentação.
É essa ordem que a RPV não enfrenta. Como a fila funciona por dentro, e o que faz um precatório avançar ou esperar, está em como funciona a fila de precatórios.
Como ocorre o pagamento de RPV?
O pagamento de RPV segue um de dois caminhos, conforme quem deve. Se a devedora é a União, uma autarquia ou uma fundação federal, como o INSS, o juiz manda a requisição ao presidente do Tribunal Regional Federal, que a inclui numa relação mensal enviada ao Conselho da Justiça Federal. Se o devedor é um estado, o Distrito Federal ou um município, o juiz manda a requisição direto ao ente, que deposita o valor na vara.
Os dois caminhos estão na Resolução CJF nº 983/2026: o federal no art. 3º, § 1º, e no art. 6º; o dos demais devedores no art. 3º, § 2º. Para estados e municípios, a Lei nº 12.153/2009, art. 13, I, diz o mesmo: a requisição vai “à autoridade citada para a causa”.
O caminho federal, passo a passo
Na RPV contra a União, uma autarquia ou uma fundação federal, os passos são estes:
- Conferência pelas partes. Antes de enviar a requisição ao tribunal, o juiz intima as partes para se manifestarem sobre o valor (Resolução CJF nº 983/2026, art. 13).
- Envio ao TRF. A requisição é transmitida ao presidente do tribunal.
- Relação mensal. O tribunal organiza todo mês a relação das RPVs recebidas, em ordem de chegada, e a envia ao Conselho da Justiça Federal e ao órgão devedor (art. 6º).
- Depósito. O dinheiro cai numa conta aberta em nome de cada beneficiário (art. 49).
- Ciência e saque. O tribunal comunica o depósito ao juiz, que avisa as partes (art. 50). A partir daí, o valor pode ser sacado.
O caminho estadual e municipal
Contra estados, Distrito Federal e municípios, a sequência é mais curta: o juiz envia a requisição ao ente, o ente deposita na conta judicial ligada ao processo, e o juiz libera o valor. Não existe relação mensal nem portal de requisições no Tribunal de Justiça. É no próprio processo que você acompanha o pagamento, e explicamos isso linha a linha em como saber se a RPV está liberada.
Quanto tempo demora o pagamento de RPV?
O prazo de lei é de 60 dias contra a Fazenda federal e de dois meses contra estados e municípios, contados da entrega da requisição ao devedor. No Juizado Especial da Fazenda Pública, que julga causas menores contra estados e municípios, o prazo é de 60 dias. A contagem parte da requisição já expedida e entregue. A data da sentença não entra nessa conta.
| Quem deve | Prazo | Onde está escrito |
|---|---|---|
| União, autarquias e fundações federais | 60 dias da entrega da requisição | Lei nº 10.259/2001, art. 17 |
| Estados, DF e municípios, em vara comum | 2 meses da entrega da requisição | CPC, art. 535, § 3º, II; Resolução CNJ nº 303/2019, art. 49 |
| Estados, DF e municípios, no Juizado da Fazenda Pública | 60 dias da entrega da requisição | Lei nº 12.153/2009, art. 13, I |
O prazo de dois meses do CPC foi declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 5534, e a própria resolução do CNJ repete os dois meses no art. 49.
O calendário mensal da Justiça Federal
Na RPV federal, o prazo se traduz num calendário. O Portal de Precatórios do TRF5 o descreve assim: as RPVs apresentadas do 1º ao último dia útil de um mês são depositadas no mês seguinte e ficam disponíveis para saque a partir do 6º dia útil do mês subsequente. Num exemplo, uma requisição que chega ao tribunal em março é depositada em abril e pode ser sacada a partir do 6º dia útil de maio.
Cada TRF tem o seu calendário operacional, então trate o exemplo como ordem de grandeza. A data que vale para o seu caso é a que aparece na movimentação da requisição.
RPV do INSS
O INSS é uma autarquia federal, então a RPV contra ele segue o caminho e o prazo federais: 60 dias, pelo TRF. Isso vale também quando o processo correu na Justiça Estadual por competência delegada, a hipótese em que a lei autoriza o juiz estadual a julgar a causa previdenciária porque a comarca do segurado não é sede de vara federal (Constituição, art. 109, § 3º). Nesse caso a requisição vai ao TRF do mesmo jeito, mas o saque exige alvará (Resolução CJF nº 983/2026, art. 49, § 5º). Explicamos a competência delegada em precatório federal na Justiça Estadual.
Esses são prazos de lei, e atrasos acontecem. Para eles existe o sequestro, que explicamos mais abaixo.
Onde o dinheiro da RPV é depositado?
Na Justiça Federal, o dinheiro é depositado pelo TRF numa conta remunerada e individual, aberta em nome de cada beneficiário na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil (Resolução CJF nº 983/2026, arts. 44 e 49). Essa conta judicial fica à sua disposição e é separada da sua conta pessoal: você saca dela a partir da data de liberação, como responde o próprio TRF5 a quem pergunta.
Na RPV estadual e municipal, o ente deposita na vara de origem. O CPC fala em “agência de banco oficial mais próxima da residência do exequente”, mas o STF declarou inconstitucional a expressão “de banco oficial” na ADI 5492, com trânsito em julgado em 1º de setembro de 2023. A agência pode ser de banco público ou privado, conforme o contrato do tribunal. O registro do depósito aparece no próprio processo, que é onde a RPV estadual e municipal é acompanhada.
Como receber a RPV no banco?
Na Justiça Federal, você recebe a RPV indo à agência do banco depositário com os seus documentos de identificação. Não precisa de alvará. O banco tem até 48 horas para pagar, contadas da apresentação dos documentos ao gerente:
“Os saques correspondentes a precatórios e a RPVs serão feitos independentemente de alvará e reger-se-ão pelas normas aplicáveis aos depósitos bancários, com o prazo de até 48 horas para a agência efetuar o pagamento, a contar da apresentação dos documentos de identificação à (ao) gerente.”
— Resolução CJF nº 983/2026, art. 49, § 1º
Quando uma agência recebe um lote grande de pagamentos de uma vez, o prazo pode dobrar, se o gerente justificar (art. 49, § 2º).
O alvará volta a ser exigido em três casos, nos §§ 3º a 5º do mesmo artigo: quando o juiz determina expressamente, quando a requisição traz o recolhimento de outras contribuições devidas, e quando ela foi expedida por vara estadual em competência delegada. Se for o seu caso, entenda antes o que é o alvará de levantamento de valores.
Na RPV estadual e municipal, o modo de pagamento depende do tribunal. A Resolução CNJ nº 303/2019, art. 31, § 1º, admite três: saque na conta bancária, alvará ou guia de pagamento, e transferência eletrônica para a conta pessoal do credor. No Juizado Especial da Fazenda Pública, a lei dispensa o alvará: o autor pode sacar pessoalmente em qualquer agência do banco depositário (Lei nº 12.153/2009, art. 13, § 6º).
O prazo para sacar
O dinheiro depositado não fica na conta para sempre. Na Justiça Federal, passados dois anos da ciência do depósito sem saque, o juiz intima o beneficiário a sacar em dez dias, sob pena de encerramento da conta (Resolução CJF nº 983/2026, arts. 61 e 63). Encerrada a conta, o valor vai ao Tesouro Nacional, e você tem cinco anos para pedir a restituição ao juiz da execução (art. 66). Os passos para esse pedido estão em como fazer o saque de precatórios cancelados.
O advogado pode sacar a RPV do cliente?
Pode, desde que tenha os poderes certos. Na Justiça Federal, o saque por procurador exige procuração específica, com o número da conta ou o número da requisição no tribunal (Resolução CJF nº 983/2026, art. 49, § 7º). O advogado que já tem procuração no processo fica dispensado dessa procuração específica se cumprir duas condições ao mesmo tempo:
- a procuração dos autos dá poderes para receber e dar quitação;
- ele leva ao banco uma certidão da secretaria da vara atestando que a procuração está em vigor e dá poderes para receber o crédito (art. 49, § 8º).
Essa certidão segue um modelo padronizado e vale por 30 dias da emissão (art. 49, §§ 9º e 10). Passado esse prazo, é preciso pedir outra.
No Juizado Especial da Fazenda Pública, a regra é mais estreita: o saque por procurador só pode ser feito na agência onde o dinheiro foi depositado, com procuração específica, firma reconhecida e a indicação do valor depositado e da origem dele (Lei nº 12.153/2009, art. 13, § 7º).
Os honorários contratuais também podem sair separados do seu crédito, pelo destaque. O advogado junta o contrato ao processo antes da expedição, o juiz decide, e a requisição sai com dois valores separados, o seu e o dele (Resolução CJF nº 983/2026, arts. 17 a 19). Cada um recebe a sua parte na liberação. Esses honorários contratuais contam para saber se o crédito cabe no teto da RPV (art. 16, § 2º).
É descontado algum imposto no pagamento de RPV?
Sim, o imposto de renda é retido na fonte, no momento do saque, e a forma depende da Justiça que pagou e da origem do crédito. Na Justiça Federal, o banco retém 3% sobre o valor pago, sem deduções, pela Lei nº 10.833/2003, art. 27. Esses 3% são um adiantamento: o imposto de verdade é acertado na declaração anual.
Três situações mudam essa conta:
- Rendimento isento ou não tributável. Quem declara isso ao banco não sofre a retenção (Lei nº 10.833/2003, art. 27, § 1º). Na Justiça Federal, a declaração pode ser feita por meio eletrônico (Resolução CJF nº 983/2026, art. 33, § 1º).
- Atrasados de anos anteriores. Aposentadoria, pensão e salário de anos passados são rendimentos recebidos acumuladamente (RRA). Para eles, o banco usa a tabela progressiva do imposto de renda. A tabela é multiplicada pelo número de meses a que o valor se refere e toma o lugar dos 3% (Resolução CJF nº 983/2026, arts. 34 e 35). Na RPV, os valores do próprio ano da requisição continuam com 3%.
- Juros sobre salário atrasado. Quando o crédito é de salário, os juros não pagam imposto de renda (art. 33, § 2º).
Se você é servidor público federal, o banco também retém no saque a contribuição ao Plano de Seguridade Social (PSS), no valor informado pelo juiz (art. 37).
Na RPV estadual e municipal, os 3% não existem: eles valem só para “decisão da Justiça Federal”, como diz o art. 27. A retenção fica com a instituição financeira ou com quem paga, pela regra do rendimento (Resolução CNJ nº 303/2019, art. 35, III, aplicável à RPV pelo art. 50, V). O regime do RRA também alcança as decisões das Justiças Estaduais (Instrução Normativa RFB nº 1.500/2014, art. 36, § 1º).
O valor da RPV é corrigido até o pagamento?
Sim. Na Justiça Federal, a RPV é atualizada da data-base do cálculo até o depósito, pelos índices da lei de diretrizes orçamentárias (Resolução CJF nº 983/2026, art. 7º). Desde setembro de 2025, o índice é o IPCA com juros simples de 2% ao ano, ou a Selic, o que for menor (art. 7º, § 3º, III).
A data-base é a do cálculo, e ela vem informada na requisição (art. 9º, XV). Por isso o valor depositado difere do valor da conta aprovada no processo: entre uma data e outra corre a atualização.
Na RPV estadual e municipal, a Resolução CNJ nº 303/2019 manda aplicar as regras de atualização monetária e de juros de mora dos precatórios, no que couber (art. 50, I e II).
E se a RPV não for paga no prazo?
O juiz determina o sequestro do dinheiro nas contas do devedor, de ofício e sem ouvir o ente antes. A ordem está na Lei nº 10.259/2001, art. 17, § 2º, para a RPV federal, e na Lei nº 12.153/2009, art. 13, § 1º, para a estadual e a municipal. A Resolução CJF nº 983/2026 repete a regra no art. 3º, § 3º.
A Resolução CNJ nº 303/2019 acrescenta que o sequestro alcança o valor atualizado do crédito, com juros de mora (art. 49, § 3º). Como a ordem é de ofício, o juiz não depende de pedido para determiná-la. Detalhamos o mecanismo em o que acontece se a RPV não for paga.
O credor pode renunciar parte do valor para que ele seja pago como RPV?
Pode. Quem tem crédito acima do teto pode abrir mão do excedente, por pedido expresso ao juiz da execução, e receber o restante como RPV (Lei nº 10.259/2001, art. 17, § 4º; Resolução CJF nº 983/2026, art. 4º). O pedido vale mesmo depois de o precatório ter sido expedido: nesse caso o juiz pede o cancelamento do precatório e emite uma RPV no lugar (art. 4º, §§ 2º e 3º).
O que a lei proíbe é dividir o crédito para receber uma parte por RPV e outra por precatório:
“É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução para fins de enquadramento de parcela do total ao que dispõe o § 3º deste artigo.”
— Constituição Federal, art. 100, § 8º
A renúncia é definitiva: o valor abandonado não volta em requisição posterior. A conta entre o que se perde e o tempo que se ganha depende de cada crédito, e um exemplo numérico está em a renúncia ao excedente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. As condições de compra de precatórios variam conforme o crédito, o ente devedor e o momento. Fale com nossa equipe para uma avaliação individual.
Perguntas frequentes
Os honorários de sucumbência do meu advogado saem do meu valor?
Não. Os honorários de sucumbência, que o poder público paga ao advogado por ter perdido a causa, saem em requisição própria, em nome do advogado, e não contam para saber se o seu crédito cabe no teto da RPV (Resolução CJF nº 983/2026, art. 16, § 1º). Quem sai do seu valor, quando há destaque, são os honorários contratuais, os que você combinou com o advogado.
O CPF irregular atrapalha o pagamento da RPV?
Atrapalha. Na Justiça Federal, a requisição só é expedida com o CPF em situação regular (Resolução CJF nº 983/2026, art. 45). O juiz pode expedi-la mesmo com o CPF irregular, mas aí o valor sai bloqueado, e o levantamento só é autorizado depois de conferida a regularidade (§ 1º). Se o problema aparece já no tribunal, o depósito fica à disposição do juízo e se levanta por alvará (§ 2º).
E se a RPV for cancelada ou o valor diminuir depois do depósito?
O dinheiro volta. Na Justiça Federal, se a requisição já depositada na Caixa ou no Banco do Brasil for cancelada ou retificada para um valor menor, os recursos correspondentes são devolvidos ao tribunal (Resolução CJF nº 983/2026, art. 44). Isso acontece, por exemplo, quando uma revisão do cálculo reduz o valor. Enquanto a questão não se resolve, o saque da parte afetada fica travado.
O credor morreu antes de sacar a RPV. O que acontece com o dinheiro?
O valor fica bloqueado até o juiz decidir para quem ele vai. Na Justiça Federal, quando o credor morre depois da apresentação da requisição, os valores requisitados ou depositados são convertidos em depósito judicial indisponível, à ordem do juiz da execução (Resolução CJF nº 983/2026, art. 51). O pedido dos herdeiros é feito no próprio processo, e o saque só acontece depois dessa decisão.
Recebi menos do que o valor da conta. Por quê?
Três descontos saem antes de o dinheiro chegar à sua mão: o imposto de renda retido no saque, a contribuição ao PSS de servidor federal e os honorários contratuais destacados. O PSS e os honorários vêm informados na requisição (Resolução CJF nº 983/2026, arts. 9º, XIII, e 19), e o banco fornece as informações do imposto retido (Resolução CNJ nº 303/2019, art. 35, § 4º). Se a diferença não se explica por eles, peça ao advogado a conferência do cálculo nos autos.


Bom dia!
Excelente artigo!!
Tenho duas dúvidas, se for possível me ajudar:
1. Quem saca o valor determinado em RPV é somente a própria parte ou o advogado também?
2. É possível haver desconto direto de honorários de advogado no valor do RPV?
Desde já, agradeço!
Wellington,
Vou responder suas dúvidas separadamente:
1) Pode ser tanto o advogado quanto a credor. Geralmente na procuração feita pro advogado há a autorização de saque. Mas não há uma obrigação.
2) Só há desconto direto de honorários caso o advogado tenha anexado o contrato de prestação de serviços. Caso contrário, o que geralmente acontece, o advogado recebe o valor integral e repassa a parte líquida ao credor, já retirado os honorários.
Espero ter ajudado 🙂
A sentenca foi de junho de 2019 a janeiro de 2022, vou receber todos esse meses como rpv, o deposito ja ta em conta, mais o meu advogado sou passpu 2.200 junto com uma declaraco segundo ele é pra nao pagar ir. Procede
Junior,
Depende de quantas parcelas estavam atrasadas. A duração do processo não necessariamente reflete as parcelas em atraso, porque pode ter sido concedido antecipação de tutela (quando o devedor começa a pagar o benefício, mesmo que o processo não tenha sido concluído.
Espero ter ajudado 🙂
Bom dia!
Tenho uma RPV a ser paga qual transitou e julgou em janeiro. Todavia, aonde à CEF com a RPV não foi encontrado nada no meu CPF. Segundo o advogado, pode ser por conta da procuração que estava desatualizada no trf3. Achei estranho a própria CEF não encontrar o valor devido onde ela mesma foi ré na ação indenizatória. Poderia me ajudar?
Rafael,
Por mais que pareça estranho, o procedimento de uma RPV torna isso perfeitamente possível. A Caixa sendo parte do processo ela tem sim acesso a sua documentação. Porém ao ter a RPV expedida, todo o gerenciamento passa a ser do TRF. A Caixa faz o repasse de todos os valores que deve em um mês para o Tribunal e ele faz as contas de atualização e a divisão deste valor entre todos os credores. Daí o tribunal passa a informação que é para ser criada contas judiciais nos nomes de algumas pessoas, e depois faz a transferência. Desta forma, a Caixa não saberia se era para ter ou não algo para você pois esta informação ela não tem acesso. Assim, pode ser que haja algum erro em seu CPF ou seu nome no momento do ofício requisitório, ou então esta questão da procuração.
Espero ter ajudado 🙂
O MEU PRECATORIO TEVE ORDEM DE EXPEDIÇAO EM 13/10/2021, DEVO RECEBER ESSE PAGAMENTO?
José,
Depende do devedor. O ano de vencimento de seu precatório é 2023. Então depende se o devedor está em dia para pagar em 2023 mesmo ou então se será pago mais a frente.
Espero ter ajudado 🙂
Boa Tarde !
Tenho 62 anos e Vou receber valores de Auxilio Doença que no calculo deu R$ 93.000,00 , porém o advogado falou que para receber por RPV seria somente 60 salários mínimos e peticionou abrindo mão do valor excedente e foi feita uma RPV no valor de 60 salários mínimos (66.000).
Li em alguns sites que quando tem mais de 60 anos, pode receber ate 5x do valor de 66.000, gostaria de saber se procede isso? e se posso solicitar o pagamento da diferença em outro RPV (27.000)
Boa tarde, Danilo! Como você abriu mão do valor excedente(R$27.000,00), não tem como solicitar depois esse valor. Já quanto à informação que você leu, o que ocorre é que para receber por prioridade de idade, basta ter mais de 60 anos. Porém, o máximo que alguém pode receber por prioridade são 5 vezes o valor da RPV. Por exemplo, se o precatório for federal, o pagamento por prioridade será de quase 300 salários mínimos. Porém, o que exceder a 5 vezes o valor da RPV, será pago normalmente, respeitando a fila de pagamento. Espero ter ajudado 🙂
Boa tarde. Gostaria de saber se entendi realmente o que li.
Após a RPV ser expedida, o devedor tem até 60 dias corridos para fazer o pagamento, porem, isso não me garante que já será depositado de imediato em minha conta e sim, em ordem cronológica de alguns fatores, isso?
Boa noite Marilaine,
É exatamente isso!
Obrigada pelo comentário, qualquer outra dúvida estamos a disposição
Atenciosamente, Equipe Mercatório.
21/09/2021 Documento/Certidão de Ciência de RPV Liberado nos Autos
21/09/2021 Ciência de Recebimento no Portal
Ofício – Comunicação Eletrônica de RPV – Comunicação
09/09/2021 Ofício Requisitório – RPV – Remessa ao Portal Eletrônico – Entidade Devedora
09/09/2021 Ofício Requisitório – Protocolo Eletrônico – DEPRE
Processo de requisitório 0354026-92.2021.8.26.0500 iniciado e encaminhado ao DEPRE
09/09/2021 Ofício Requisitório-Pequeno Valor Expedido
Ofício – Requisitório Eletrônico Contra Fazenda Estadual – Pequeno Valor – Execução Fiscal-Fazenda Pública
09/09/2021 Expedição de Ofício Requisitório Deferido
Vistos. Defiro a expedição do ofício requisitório. No termos do Comunicado Conjunto nº 1323/18, disponibilizado no DJE de 12 de julho de 2018, assim que assinado o ofício, este será encaminhado eletronicamente às Entidades Devedoras por meio de notificação dirigida ao Portal Eletrônico, dispensado, assim, o protocolo por meio físico. 2. Após, com a notícia de depósito nos autos principais, arquivem-se este incidente, dando-se baixa. Intime-se.
Gostaria de Saber se já foi depositado esse RPV pro advogado ele nao me responde :/
Olá, Roberto! O prazo de 60 dias corridos para pagamento da RPV começou a contar em 21/09/2021, portanto, o valor já deveria ter sido depositado. Contudo, não há nenhuma movimentação mais recente que indique a realização do pagamento. Verifique novamente a movimentação processual, talvez conste que este foi realizado e converse com seu advogado expondo esses fatos. Espero ter ajudado 🙂
O pagamento da minha vó e 31.000, está como RPV ALIMENTICIO, e consta como PAGO TOTAL no site do TRF, a data do protocolo foi de 09/2021. A advogada disse que falta o juizo expedir o alvará. Alguem tem noção de quanto tempo demora isso? Porque ela tem 86 anos e já se passaram os 60 dias do RPV….
Boa tarde, tudo bem?
Quanto a sua dúvida: Não existe uma média de tempo para finalizar esse processo. A partir da liberação do alvará, se ele for totalmente eletrônico basta comparecer ao banco para fazer o saque. Se ele não for, será necessário imprimir e levar ao banco.
Espero ter ajudado, caso ainda tenha dúvidas fique à vontade para perguntar!
Atenciosamente, Equipe Meu Precatório.
bom dia!
após ess informação 12/01/2022 04:32:48 40910 OFÍCIO INFORMANDO SAQUE(S) DO(S) VALOR(ES) DEPOSITADO(S) NA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (12194) qquanto tempo o advogado tem para passar o devido valor para o cliente?
Olá, Maria! A movimentação indica que o valor já foi sacado. Não sei te informar se há uma prazo máximo especificado para essa transação. Porém, acredito que, preferencialmente, essa transferência deve ser imediata, já que o valor pertence ao cliente. Espero ter ajudado 🙂
Tinha uma causa contra o estado no valor de 17.500 ai foi pra precatorio e o meu precatorio ja esta em 45.000 ai abri mao do valor exedente pra receber o rpv queria saber qual o meu calor do meu rpv
Olá, João! Não posso te dar uma resposta exata, pois depende de qual é o valor máximo da RPV no seu estado. Espero ter ajudado 🙂
Bom dia, no meu processo esta escrito: rpv liberado nos autos. Demora muito p ser pago?
Bom dia Advanira, parabéns! Agora é questão de tempo. Consulte seu advogado se já foi expedido o alvará.
Att.,
Olá boa tarde!
Uma ação movida pelo meu pai contra a união em 2015 está para sair agora em 2022 como RPV. O valor da RPV será pago sobre o salário mínimo de 1.212,00, ou sobre o salário mínimo da época da ação corrigidos.
Muito obrigado e um grande abraço.
Gostaria de saber se é possível enviar resposta para o meu e-mail.
Olá Sr. Everaldo,
Para responder com certeza é necessário verificar o dispositivo da sentença que deu o ganho de causa ao seu pai.
Qualquer coisa nos chama aqui no WhatsApp +55 31 99765-6701
Abraços,
O Banco do Brasil está exigindo, ;para pagar o RPV, que os valores sem depositados em conta corrente do próprio BB. Isto é legal?
O Banco do Brasil está exigindo, ;para pagar o RPV, que os valores sejam depositados em conta corrente do próprio BB. Isto é legal?
Não que a gente saiba. Para pagamento do RPV o Governo abre uma conta no BB ou da Caixa para cada credor, mas é facultado, ao credor receber o valor em outra conta. Há de se fazer esse pedido em juízo. Att.,
o que significa isso “oficio informando valor depositado”?
Significa que o valor está depositado. Agora é falta receber. boa sorte.
Ao pesquisa no site o TRF1 consta como RPV depositada na Caixa Econômica Federal, mas não informa valor ou data a ser sacado, Já posso ir em uma agencia da Caixa para sacar e quais documentos são necessários?
Ainda falta algum tramite e quanto tempo demora?
Obrigada
Ei Elisangela!
Olá! Compreendo a dúvida sobre a sua RPV (Requisição de Pequeno Valor) depositada na Caixa Econômica Federal, mas sem informação acerca do valor ou data para saque.
Se você já confirmou que o valor foi depositado na Caixa Econômica Federal, existem duas possíveis opções.
1ª Sem Necessidade de Alvará:
Se a sua RPV for de até 60 salários mínimos e não tiver pendências, você pode sacar o valor diretamente na Caixa Econômica Federal sem precisar de alvará judicial. Para isso, dirija-se a qualquer agência da Caixa com os seguintes documentos:
Documento de identidade original com foto;
CPF original;
Comprovante de residência atualizado (conta de luz, água, telefone, etc.).
2ª Com Necessidade de Alvará:
Se a sua RPV tiver pendências, você precisará de um alvará judicial para sacar o valor. Nesse caso, será preciso entrar em contato com seu advogado para solicitar a emissão do alvará. Com o alvará em mãos, dirija-se a qualquer agência da Caixa com os documentos mencionados acima e o alvará original.
O tempo para a transferência do valor para sua conta pode variar, mas geralmente é rápido se não houver pendências. Não é necessário agendar horário para sacar o seu RPV na Caixa Econômica Federal, mas leve em consideração o horário de funcionamento da agência.
Qualquer dúvida estamos disponíveis.
Bom dia!
Depois de transitado em julgado, são quantos dias para pagamento de RPV?
Olá Lucineide, espero que essa resposta a encontre bem!
Para responder à pergunta sobre o prazo de pagamento de uma Requisição de Pequeno Valor (RPV) após o trânsito em julgado, é essencial entender o processo e os prazos estabelecidos pela legislação. Segue uma resposta detalhada:
Prazo para Pagamento de RPV Após o Trânsito em Julgado
Trânsito em Julgado: O trânsito em julgado é a situação jurídica em que não cabe mais recurso contra a decisão judicial, tornando-a definitiva. Este é o marco a partir do qual outras providências, como a execução da sentença, podem ser adotadas.
Intimação do Devedor: Após o trânsito em julgado da decisão, é necessária a intimação do devedor para que proceda ao pagamento do valor devido. A intimação marca o início do prazo legal para que o pagamento seja efetuado.
Prazo para Pagamento da RPV: A legislação determina que o pagamento da RPV deve ser realizado no prazo de 60 dias contados a partir da data da intimação do devedor. Este prazo é estabelecido pelo artigo 535, §3º, II, do Código de Processo Civil (CPC), combinado com o artigo 100, §3º, da Constituição Federal.
Relação entre Trânsito em Julgado e Pagamento: Embora o trânsito em julgado seja um pré-requisito para a intimação do devedor, o prazo de 60 dias para pagamento da RPV começa a contar a partir da intimação e não diretamente do trânsito em julgado.
Espero ter ajudado a esclarecer suas dúvidas. Se precisar de mais alguma informação, estamos à disposição!